BNDES eleva teto de publicidade a 145 milhões e licitação entra no radar do TCU
O BNDES abriu uma concorrência para gastar até 145 milhões de reais com publicidade ao longo de doze meses — um salto de quase 55% em relação ao teto dos contratos atualmente mantidos pelo banco.
A licitação agora também entrou no radar do Tribunal de Contas da União.
O TCU abriu uma representação específica sobre a Concorrência 1/2026, que prevê a contratação de três agências de publicidade.
O processo está sob relatoria do ministro Antonio Anastasia e teve nova movimentação na área técnica na última quinta-feira, 10.
Até agora, não há decisão do tribunal que suspenda o certame ou aponte irregularidades.
O aumento do valor chama atenção.
Na concorrência anterior, realizada em 2020, o BNDES havia estimado gastos de 75 milhões de reais anuais com duas agências.
Posteriormente, os contratos foram ampliados em 25%, elevando o teto conjunto para 93,75 milhões de reais.
Na ocasião, o próprio BNDES informou à Câmara que o aditivo não representava aumento de seu orçamento anual de publicidade, que continuava em 75 milhões de reais.
A nova concorrência, porém, já nasce com um limite de 145 milhões de reais — quase o dobro do valor originalmente licitado em 2020.
Continua após a publicidade O teto também supera com folga os desembolsos recentes do banco.
Em 2025, os relatórios mensais publicados pelo BNDES registraram cerca de 87,4 milhões de reais em pagamentos relacionados à publicidade.
O banco ressalva que os dados seguem o regime de caixa e podem incluir despesas referentes a campanhas realizadas em períodos anteriores.
A entrega das propostas está prevista para 23 de setembro.
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