Bets na mira: Lula prepara novas medidas para conter apostas no país
O avanço das bets pelo país e seus efeitos sobre a vida dos brasileiros voltaram ao centro das preocupações no governo Lula.
Nesta terça-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu as portas do Palácio do Planalto para ouvir diferentes setores da sociedade sobre as consequências da expansão das apostas on-line.
Na mesa estavam representantes: da saúde, dos trabalhadores, de entidades religiosas, de organizações de defesa do consumidor, do setor cultural e de grupos dedicados à proteção de crianças e adolescentes.
Quem ficou de fora foram as próprias empresas de apostas.
O objetivo do governo é reunir propostas antes de definir os próximos passos para o setor.
Lula pretende ampliar a discussão para além dos ministérios e ouvir diretamente entidades que acompanham como a popularização das apostas afeta o cotidiano das famílias.
Em poucos anos, as bets deixaram de ocupar apenas o universo das apostas esportivas e passaram a marcar presença em transmissões de futebol, camisas dos principais clubes, redes sociais e principalmente, nos celulares de milhões de brasileiros.
Com isso, o debate dentro do governo também se ampliou.
Além da regulamentação e da arrecadação, ganharam espaços como endividamento, saúde mental, dependência, publicidade e exposição de crianças e adolescentes aos jogos.
Bilhões passam pelas plataformas A dimensão financeira ajuda a explicar a preocupação.
Dados do Ministério da Fazenda indicam que aproximadamente R$ 220 bilhões foram depositados em plataformas autorizadas de apostas durante 2025.
O número não representa o montante efetivamente perdido pelos jogadores, uma vez que parte dos recursos retorna na forma de prêmios, mas dá uma dimensão do volume financeiro movimentado pelo setor.
É justamente o impacto desse mercado sobre a renda dos brasileiros que tem levado Lula a endurecer o discurso.
O presidente já comparou a popularização das apostas à instalação de um cassino dentro das casas e afirmou que, se a regulamentação não for capaz de conter os problemas provocados pelo setor, medidas mais duras poderão ser consideradas.
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