Parada da Diversidade tem Miss trans, drag queens e show de Pocah no interior de SP: 'Somos força', diz organizador
Parada da Diversidade lota parque da Represa em Rio Preto A Parada da Diversidade reuniu dezenas de pessoas no Anfiteatro da Represa Municipal de São José do Rio Preto (SP) no domingo (11).
Com oito horas de duração, o evento teve a participação em peso da comunidade LGBTQIAPN+, apresentações de drag queens, a presença de Miss trans e o show da cantora Pocah. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Parada da Diversidade reúne multidão em São José do Rio Preto TV TEM/Reprodução Em entrevista à TV TEM, a drag queen Artemis Latte destacou a importância de ter um espaço seguro que garanta a liberdade de expressão.
"Muitas vezes não podemos ser quem somos dentro da nossa própria casa.
Então, quando surge qualquer oportunidade de conseguir ser nós mesmos, fora e dentro de casa também, porque nossos pais começam a entender esse acolhimento de fora, levar isso para dentro de casa é muito lindo e gratificante.
Tudo o que a gente faz é em forma de arte", ressaltou Artemis.
Artemis Latte, drag queen, participa da oitava parada da diversidade em São José do Rio Preto TV TEM/Reprodução A arte também esteve presente nos figurinos do público e nos shows da programação.
A drag queen rio-pretense Margo Killer, que há 28 anos se apresenta pelo país, destacou o respeito às mulheres em sua performance.
“A minha drag queen, em particular, faz homenagem às mulheres.
Como nasci homem, me torno uma mulher para homenagear as mulheres.
Porque a mulher é guerreira, inspiração, força, coragem e resistência”, explicou Margo.
Drag Queen há 28 anos, Margo Killer marcou presença na Parada da Diversidade de São José do Rio Preto TV TEM/Reprodução LEIA MAIS: Promotor de vendas intimidado por fiscal de hipermercado por causa de cabelo crespo revela ciclo de violência Carão, babado, gag e cunt: saiba os significados de gírias usadas pela comunidade LGBTQIAPN+ Representatividade Moradores de cidades vizinhas, como Catanduva e Mirassol (SP), marcaram presença no encontro que buscou reforçar a luta por direitos, como explicou Samuel Miranda, o organizador do evento.
“Essa festa é um momento de resistência.
Estamos num marco da nossa cidade para falar que existimos, resistimos e somos muito mais do que simplesmente uma brincadeira do cotidiano.
Nós somos força”, afirmou Samuel.
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