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Até quando resiste a trégua forçada entre EUA e China?

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Até quando resiste a trégua forçada entre EUA e China?

Fundador e presidente do Eurasia Group, consultoria de risco político dos EUA, e colunista da revista Time

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Dois dias depois, Pequim sinalizou que jogaria duro ao impor uma tarifa equivalente de 34% sobre todos os produtos americanos —além de controles imediatos à exportação de sete elementos de terras raras e de ímãs essenciais feitos com esses materiais, componentes indispensáveis de uma série de produtos de consumo e equipamentos militares do século 21.

Depois de outra rápida rodada de retaliações de ambos os lados, Trump recuou, e representantes dos dois países se reuniram em Genebra para declarar uma trégua . Seis meses depois, essa trégua foi prorrogada e continua em vigor até hoje.

Em suma, ambos os lados reconheceram que um confronto prejudicaria gravemente as duas economias. Na relação bilateral mais importante do mundo, o pragmatismo tornou-se a nova regra.

Nos últimos meses, autoridades americanas e chinesas procuraram —e encontraram— maneiras de trabalhar juntas de forma mais construtiva no comércio e nos investimentos. Também passaram a manter comunicações militares mais frequentes e em níveis mais elevados.

Para continuar com as relações no rumo certo, o governo Trump adiou novos pacotes de defesa para Taiwan , permitiu que expirasse o decreto presidencial que impunha restrições ao comércio com Hong Kong e reduziu as patrulhas navais americanas destinadas a afirmar a liberdade de navegação no mar do Sul da China .

A grande questão para um mundo agora assolado por duas grandes guerras e por mais uma enxurrada de conflitos comerciais provocados por Trump é: por quanto tempo essas novas salvaguardas entre Estados Unidos e China resistirão?

Primeiro, a boa notícia. A atual distensão depende de um equilíbrio de poder coercitivo entre os dois lados e, na maioria das áreas, esse equilíbrio permanecerá pelos próximos anos, no mínimo.

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Washington continuará reduzindo sua dependência direta das importações de produtos chineses , mas permanecerá vulnerável ao controle da China sobre minerais críticos processados e bens intermediários.

Pequim continuará reduzindo suas dependências externas e redirecionando as exportações para o Sul Global, mas ainda estará sujeita a sanções financeiras americanas e a alguns controles sobre a exportação de tecnologia .

Dito isso, americanos e chineses não decidirão de repente confiar uns nos outros, nenhum dos lados está disposto a baixar a guarda e ainda há muitas coisas que podem dar errado.

Uma grande escalada relacionada às sanções americanas contra o Irã , ao apoio chinês à Rússia ou a um erro de cálculo envolvendo Taiwan poderia aumentar a pressão nas duas capitais por uma postura mais confrontadora em relação ao outro lado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mundo.

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