EUA negam interferência na eleição brasileira após acusações de Lula
O governo de Donald Trump negou interferência nas eleições brasileiras após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestar suspeitas de uso de inteligência artificial para influenciar o pleito e preocupação com a atuação do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que atuar sobre eleições de outros países não faz parte da estratégia americana.
“Nos Estados Unidos, estamos focados nas nossas prioridades.
Como falou o presidente Trump, estamos focados na segurança, na prosperidade, na paz.
Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia”, afirmou a porta-voz.
Amanda Roberson negou que os americanos tenham discutido qualquer tipo de ação para influenciar os rumos da política no Brasil.
“Nunca falamos nada assim de interferência.
O que falamos, sim, foi sobre a soberania do Brasil, a soberania dos Estados Unidos, e sabemos que a eleição é algo dos brasileiros, do Brasil”, disse.
“A eleição é algo que o Brasil está fazendo independentemente dos Estados Unidos”, reforçou.
A porta-voz afirmou que os Estados Unidos estão acompanhando as eleições, mas defendem um pleito livre e reconhecem que o Brasil é um país soberano.
“Estamos vendo as notícias.
Claro que estamos acompanhando as eleições.
Claro que queremos saber o resultado, mas acreditamos que a eleição, como Brasil, país soberano, independente, queremos ver eleições livres, transparentes e vamos ver com os brasileiros o resultado”, afirmou Amanda.
Na segunda-feira (21), Lula afirmou que está “muito preocupado” com possível interferência de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, nas eleições do Brasil, durante entrevista à Christiane Amanpour, âncora da CNN.
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