Controle de gastos vira tema da campanha, mas candidatos são vagos sobre propostas; veja vídeo
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Não é o tema mais empolgante da eleição presidencial, mas certamente é o mais importante para o futuro do país. O debate sobre as contas públicas movimenta as campanhas e deixa o mercado com os nervos à flor da pele.
Isso acontece porque o governo Lula gastou muito nesse mandato. A dívida pública subiu rapidamente, e com isso os juros necessários para manter a inflação sob controle também precisam ser altos. E daí, o crescimento patina.
Pior ainda, existe o receio de que essa conta vai ficar impagável no ano que vem e que virá uma recessão brava por aí.
Tem um fantasma que sempre ronda essa conversa, que é o governo Dilma Rousseff, em que a receita foi essa. Gasto excessivo, descontrole fiscal, inflação e depressão econômica.
Lula diz que teve de abrir as torneiras neste mandato para recompor despesas que haviam sido comprimidas por Jair Bolsonaro. Mas também é fato que o petista quis estimular a economia com uma infinidade de programas sociais e linhas de crédito, que podem ser necessários, mas custam caro.
Por isso, o presidente vem sendo pressionado a segurar a onda se for reeleito. Ele já vem dando alguns sinais. Em seu programa de governo, Lula promete manter o arcabouço fiscal, que controla (ou tenta controlar) o ritmo dos gastos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, vem prometendo a investidores até reforçar essa regra, apesar da pressão dentro do PT por mais despesas na área social.
Nesta semana, no Congresso, o governo conseguiu incluir num projeto aprovado uma espécie de gatilho para conter alguns gastos em 2027, se o buraco nas contas crescer.
A oposição tem usado essa situação para atacar o presidente. Flavio Bolsonaro divulgou seu programa de governo, mas sem explicar muito como controlar os gastos.
Ele sabe que cortes em programas sociais ou reajustes menores no salário minimo e nas aposentadorias, por exemplo, são impopulares. E teme perder votos se der muitos detalhes do que pretende fazer.
Os outros candidatos, como Caiado, Zema e Renan Santos, têm sido mais duros com relação ao ajuste fiscal, talvez porque sabem que não têm muitos votos a perder mesmo.
Passada a eleição, o tema dos gastos públicos, e como evitar uma explosão de despesas, vai vir com força. E a Faria Lima vai precisar de muita maracujina para controlar os ânimos.
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