Meta é acusada de favorecer candidato e reacende debate sobre censura invisível
Imagine publicar uma opinião política no Instagram e perceber que, de repente, quase ninguém consegue visualizá-la.
Sua postagem não foi excluída, sua conta continua funcionando normalmente e nenhuma advertência foi recebida.
Mesmo assim, o alcance despenca.
Agora imagine que isso aconteça durante uma eleição presidencial, prejudicando a comunicação de um candidato enquanto seu adversário continua alcançando milhões de pessoas.
É justamente uma suspeita dessa natureza que colocou a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, no centro de uma controvérsia perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acusa a empresa de restringir o alcance de publicações políticas e de adotar práticas que poderiam favorecer Flávio Bolsonaro.
Entre os questionamentos estão quedas nas visualizações, possíveis limitações na distribuição de conteúdos e diferenças no funcionamento da inteligência artificial da companhia.
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos.
A empresa negou qualquer interferência eleitoral e afirmou que problemas identificados nos contadores de visualizações decorreram de uma falha técnica global, sem alteração na efetiva distribuição das publicações.
A polêmica aumentou quando testes divulgados pela imprensa apontaram que a Meta AI permitia criar determinadas imagens de propaganda favoráveis a Flávio Bolsonaro, enquanto recusava pedidos semelhantes envolvendo Lula.
A empresa sustenta que adotou medidas para impedir a geração de conteúdos eleitorais envolvendo candidatos.
Até agora, não há comprovação de que a Meta tenha manipulado deliberadamente a disputa eleitoral.
Mas as denúncias revelam um problema que vai muito além de Lula ou Bolsonaro: quem fiscaliza os algoritmos que escolhem o que milhões de brasileiros veem todos os dias? Existe uma expressão para situações em que o conteúdo permanece publicado, mas sua visibilidade é reduzida sem explicação clara: shadowbanning , frequentemente chamado de censura invisível.
Diferentemente da censura tradicional, não é necessário retirar uma publicação do ar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.