MVNOs têm oportunidade em oferta de seguros, prevê CEO da EXA
O CEO de growth e expansão da EXA , Renato Ciuchini, afirmou que as operadoras móveis virtuais têm uma oportunidade para ofertar seguros de celular aos seus consumidores e incrementar suas receitas.
Durante o MVNO Experience , evento organizado por Mobile Time na última terça-feira, 22, em São Paulo, o executivo explicou que essa estimativa é baseada principalmente no avanço para o mercado de handsets usados.
A base do mercado de aparelhos usados é até quatro vezes maior do que o de novos.
Com isso, a EXA busca parcerias com MVNOs para capturar essa receita recorrente de seguros, de forma similar às ofertas de bancos e varejistas.
Conhecida mais por ofertar serviços de segurança — herança de quando era chamada de FS —, a EXA construiu um hub de serviços digitais e de monetização para o mercado de telecomunicações nos últimos anos, em um formato que ajuda as operadoras a extrair receita adicional da base diante de um cenário cada vez mais competitivo e com alto custo de aquisição por cliente (CAC).
Uma dessas soluções é sua oferta de seguros, que entrou no portfólio da empresa há dois anos.
Neste formato, a companhia criou um modelo de integrador: no lugar de se prender a um contrato com uma única seguradora, há uma ligação com múltiplas empresas do setor, algo que permite ofertar o melhor produto para cada canal, cliente e bolso — em alguns casos abaixo de R$ 10, por exemplo.
Com parceiros como Zurich, MetLife e Mapfre, a EXA oferece dois modelos de seguros com cobertura de roubo, furto e acidentes: Seguro de Loja para aparelhos novos, um formato que permite que o usuário saia do estabelecimento com seu dispositivo coberto com franquia de seguros; Seguro para celulares usados com até três anos de uso por meio de uma regra de Limite Máximo de Indenização (LMI).
Em celulares novos, um parceiro da EXA é a TIM , que conta com penetração de seguro em 40% das vendas.
Ele destaca que, em datas e campanhas promocionais, há a possibilidade de comercializações mais robustas, que podem chegar a 30 mil vendas de franquias por mês.
Em usados, a companhia oferece cobertura ampla, de R$ 800 a R$ 10 mil no valor do handset, prestações baixas e um contrato recorrente de 36 meses que pode ser expandido por mais 36 meses.
Contudo, Ciuchini reforça que a chave deste serviço é o acesso ao gateway IMEI da operadora parceira, o sistema que detecta quando o usuário troca de chip ou insere seu chip telefônico em um handset novo.
Com essa tecnologia, há a possibilidade de fazer ofertas customizadas e acessar os clientes em canais fora dos apps das operadoras, como WhatsApp, e-mail e redes sociais.
Essa relação também pode ser contextualizada ao alcançar o cliente no momento da mudança de chip ou de dispositivo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.