Presidente do Conselho de Ética do tênis de mesa renuncia depois de afastar diretoria
Na semana em que afastou a diretoria da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) - e a decisão foi suspensa pelo STJD dois dias depois - o presidente do Conselho de Ética da entidade renunciou ao cargo.
Neste sábado, Gustavo Lopes Pires de Souza entregou carta deixando o posto, como o ge apurou.
Também deixou o conselho Juliana Siqueira.
Na terça-feira, o Conselho de Ética afastou o presidente da CBTM, Valmir Schindler e seus diretores depois de uma denúncia anônima, recebida na véspera.
Com a mudança, Marcelo Jucá tinha sido nomeado como interventor.
Na quinta-feira, o STJD da confederação concedeu efeito suspensivo e pôs novamente Schindler e seus pares no comando da entidade.
Tênis de Mesa Reprodução + Conselho afasta diretoria da confederação de tênis de mesa, mas STJD devolve cargo ao presidente Na carta de renúncia, Souza reafirma que, ao longo de aproximadamente seis anos à frente da Presidência, pautou a atuação "pela ética, pela independência, pela defesa do melhor interesse do esporte e pela convicção de que os órgãos de integridade devem exercer suas atribuições com autonomia, coragem e responsabilidade".
"Durante esse período, todas as decisões que tomei decorreram da minha compreensão dos fatos e das normas aplicáveis em cada momento, sempre orientada pela boa-fé, pela consciência do dever e pelo propósito de contribuir para o aprimoramento institucional e para a proteção do esporte", escreveu o agora ex-presidente da Comissão de Ética da CBTM.
Entenda o caso Na última terça-feira, o Conselho de Ética da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) determinou intervenção de, no mínimo, 30 dias na atual administração da entidade.
Foi nomeado como administrador temporário o advogado Marcelo Jucá, que poderia renovar a intervenção por mais 30 dias ou convocar novas eleições.
A decisão do Conselho foi tomada com base em denúncia anônima enviada para a ouvidoria da CBTM na véspera.
Segundo a denúncia, com cerca de 140 páginas, haveria indícios comprovados de irregularidades na gestão do presidente Vilmar Schindler, que assumiu a confederação em janeiro de 2025 e tem mandato até dezembro de 2028.
Com a intervenção, todos os dirigentes da CBTM empossados em janeiro de 2025 estariam destituídos dos seus cargos.
Jucá foi à sede da CBTM nesta quarta-feira, mas encontrou o local fechado e sem ninguém.
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