BC impôs restrições ao BRB um mês antes de liquidar o Banco Master
Um mês antes de liquidar o Banco Master, o Banco Central decidiu aplicar uma medida prudencial preventiva contra o BRB (Banco de Brasília) por conta das operações fraudulentas firmadas com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
A decisão foi assinada por Belline Santana, ex-servidor da autoridade monetária investigado pela PF (Polícia Federal).
A adoção de medidas prudenciais tinham como objetivo assegurar a solidez do BRB , a estabilidade e o regular funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.
Veja os destaques da decisão do Banco Central: Suspender a aquisição de ativos financeiros (a exemplo: títulos privados, cotas de fundos de investimentos, títulos de renda variável), carteira de crédito e qualquer outro ativo de crédito em que haja liquidação financeira efetiva (débito em conta bancária, transferência de reservas, TED, outras) ou troca de ativos em que haja retorno financeiro adicional por parte do BRB; Implementar os controles e o gerenciamento de liquidez nas operações de depósito interbancário na posição credora, que deverão ser realizadas de forma criteriosa, com a definição de limites individuais compatíveis com a avaliação do risco da contraparte.
O BC (Banco Central) também determinou que o BRB elaborasse um plano de solução das situações identificadas, com atividades, prazos, conciliação e validação dos ativos internalizados, a ser apresentado em até 30 dias, com prazo máximo de conclusão de 6 meses.
A decisão do Banco Central inclui ainda que o banco regional elaborasse relatórios bimestrais de acompanhamento do plano de ação e validação do valor justo dos ativos adquiridos.
A medida prudencial foi adotada após um alerta da área técnica do Departamento de Supervisão Bancária.
Na época, o setor era comandado por Belline Santana.
Ele é alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de prestar uma consultoria informal ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para justificar o pedido, a área técnica do BC destaca o crescimento acelerado das operações entre o Banco Master e o BRB a partir do 2º semestre de 2024, sem uma análise criteriosa quanto à qualidade dos ativos adquiridos, o que levou à instituição regional a sucessivas operações de substituição desses ativos.
Leia Mais Mensagens de Vorcaro e ex-BRB revelam negociação de fraude bilionária BRB comprou R$ 4 bi em ativos podres do Master mesmo após alerta do BC PF diz que BRB substituiu de forma "mágica" ativos fictícios do Master No parecer, a área técnica afirma que o elevado apetite por aquisições gerou impactos nos limites operacionais.
Isso resultou em um desenquadramento do índice de Basileia nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.
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