FAPESP destina R$ 25 milhões para apoiar o desenvolvimento tecnológico da indústria do futuro
Elton Alisson | Pesquisa para Inovação – A FAPESP lançou uma nova chamada do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas ( PIPE ) para apoiar o desenvolvimento de tecnologias para a indústria do futuro. Com aporte de R$ 25 milhões em recursos não reembolsáveis, a iniciativa tem como objetivo financiar a execução de pesquisas científicas e tecnológicas em pequenas empresas e startups sediadas no Estado de São Paulo. Cada proposta selecionada poderá receber até R$ 500 mil, abrangendo um período de execução de até 12 meses.
A chamada é voltada ao início do desenvolvimento de projetos de pesquisa para inovação que representem desafio tecnológico de interesse da própria empresa, de um cliente ou do mercado.
Além de contemplar projetos em qualquer grau de maturidade tecnológica – desde soluções incrementais até inovações radicais –, a chamada traz como premissa o fortalecimento de toda a cadeia de suprimentos. “A inovação industrial não ocorre apenas no produto final, mas em todos os elos do processo produtivo. Se uma startup ou pequena empresa pretende desenvolver um equipamento que será inserido em um sistema mais complexo de indústria 4.0 [de integração de tecnologias], por exemplo, ela pode submeter um projeto para essa chamada”, diz o coordenador de Tecnologias e Parcerias em Inovação da FAPESP, Rodolfo Azevedo , em entrevista ao Pesquisa para Inovação .
O edital abrange uma ampla diversidade de eixos tecnológicos estratégicos com o objetivo de contribuir para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a autonomia tecnológica de setores industriais cruciais, como o aeronáutico, o automotivo e o de bens de capital, além de impulsionar a modernização de infraestruturas críticas de saneamento e logística.
No âmbito da manufatura avançada e da robótica colaborativa, o edital apoia soluções de automação flexível, integração de robôs colaborativos e manufatura aditiva voltadas ao desenvolvimento de peças complexas e prototipagem. Paralelamente, incentiva a criação de gêmeos digitais ( digital twins ) – réplica virtual exata de um objeto, processo, sistema ou serviço físico – e de modelos computacionais voltados não apenas para a otimização de linhas de produção e simulação de desempenho, mas também para a gestão de ativos industriais e de infraestrutura.
A pesquisa em novos materiais e nanotecnologia abrange o desenvolvimento de compósitos (estruturas formadas pela combinação de materiais), ligas leves, cerâmicas avançadas e polímeros de base biológica (biobaseados). Além de explorar novos materiais, o edital contempla o avanço de componentes microeletrônicos estratégicos. Na área de sensores e instrumentação industrial, busca a medição de alta precisão, o controle de qualidade em tempo real e o desenvolvimento de sensores projetados para operar em ambientes hostis, apertados ou insalubres, marcados pela presença de produtos químicos pesados ou gases industriais.
O edital abrange também a eficiência energética e as máquinas inteligentes, estimulando motores de alto rendimento, sistemas de recuperação de energia térmica e máquinas operatrizes desenhadas para reduzir o consumo energético.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.