Com volta ao presencial e empresas em expansão, preço do aluguel de escritórios bate recorde em SP
Avenida Brigadeiro Faria Lima é o principal centro financeiro do país Reprodução/TV Globo O preço médio do aluguel de escritórios de alto padrão atingiu o recorde de R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre deste ano na cidade de São Paulo.
Os dados são da consultoria imobiliária Binswanger Brazil.
No terceiro trimestre do ano passado, o preço médio do aluguel era de R$ 122,28 por metro quadrado.
Há dois anos, estava em R$ 117. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com o levantamento, a alta dos preços foi puxada principalmente pelo aumento da procura por escritórios, impulsionada tanto pelo retorno ao trabalho presencial quanto pela expansão das empresas.
Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, um sinal desse aumento da procura é a queda da taxa de vacância, que indica a proporção de espaços comerciais que estão desocupados.
Agora no g1 A taxa ficou em 12,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 15,5% registrados no mesmo período de 2025 e dos 20,8% de dois anos atrás.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve uma pequena alta, de 12,1% para 12,9%.
“Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções.
É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva.
Outro fator que tem aumentado a procura é a busca das empresas por edifícios “Triple A”, imóveis comerciais de alto padrão que se destacam pela localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade dos espaços e qualidade da construção.
“O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explica Santos.
Preços ainda têm espaço para subir Apesar da alta recente, Santos afirma que os preços dos aluguéis ainda não foram suficientes para repor as perdas acumuladas pelo setor na última década.
Por isso, segundo ela, ainda há espaço para valorização.
“É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.