Usina alvo da Carbono Oculto foi de foragido e hoje está em fundo secreto
A Usina Itajobi, alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto nesta quinta-feira (24/9), foi adquirida pelo grupo liderado por Mohamad Hussein Murad, conhecido como “Primo”, mas que se apresentou, a partir de 2023, na região de Catanduva, onde o parque industrial é sediado, como João.
Primo está foragido, acusado de desviar mais de R$ 8 bilhões de sonegação de impostos e suspeito de ter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na junta comercial de São Paulo, a usina está registrada em nome de Walter Martins Ferreira III e do Fundo Celebration, o qual a defesa da usina se recusa a revelar quem são os beneficiários.
Leia também Brasil Carbono Oculto: Durigan diz que “lavanderia” do crime será identificada São Paulo Banco Genial tentou se desvincular de esquema após Carbono Oculto, diz MPSP São Paulo Quem é Mineiro, empresário ligado a Vorcaro e alvo da Carbono Oculto Mirelle Pinheiro Alvo da Carbono Oculto operou repasses de Vorcaro para Dark Horse De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que motivou a nova fase da Carbono Oculto, hoje o fundo Celebration faz parte de uma engrenagem usada para blindar e ocultar o patrimônio do grupo após a liquidação da gestora Reag, em janeiro de 2026.
A engrenagem é uma tríade composta pela Usina Itajobi, adquirida pelo Celebration, e segundo o TJSP transferida para o grupo Entre Investimentos; o fundo Radford, fundo administrado pelo Banco Genial que tem como cotista único, justamente a Usina Itajobi; e, por fim as sociedades Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda, que estão em nome de um laranja.
O grupo Itajobi está com uma mediação em andamento no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São José do Rio Preto para tentar reestruturar uma dívida de R$ 3 bilhões.
Quem é Walter III, o Waltinho Conhecido como Waltinho, Walter Martins Ferreira III, um dos sócios constituídos pela Usina Itajobi, apareceu nas investigações como uma pessoa ligada à Reag, que foi alvo de busca e apreensão em endereços em Barretos, no interior de São Paulo.
Ele está junto de Primo desde o início da sociedade com Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, que também está foragido.
Eles compraram a formuladora Copape e a distribuidora Aster, em 2020, por meio de um fundo de gaveta da Reag, chamado Location.
O Location, segundo as investigações, pertence a Renato Steinle, que recebeu R$ 45 milhões da esposa de Primo antes de fazer o negócio para adquirir a formuladora e a distribuidora de combustíveis.
As empresas representaram um salto na organização criminosa, que passou a se tornar uma dos grupos mais relevantes do país no setor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.