Cashback dá dinheiro de volta, mas pode fazer você gastar mais
A promessa é comprar e receber parte do dinheiro de volta.
Ou juntar pontos, ganhar desconto, subir de categoria e trocar o que acumulou por algum benefício.
Mas basta aparecer um “seus pontos estão prestes a expirar” ou “falta pouco para você ganhar” para a economia começar a ficar um pouco mais complicada.
Em enquete do Lado B neste sábado, 21% dos leitores disseram já ter comprado algo de que não precisavam para não perder pontos ou cashback.
Para 11%, isso aconteceu mais de uma vez, enquanto outros 10% admitiram ter feito isso uma vez.
A maioria, porém, não cai nessa.
Entre os participantes, 41% disseram nunca usar esses benefícios e 39% afirmaram que só aproveitam pontos e cashback quando realmente precisam fazer uma compra.
Segundo o professor Antônio Eládio, dos cursos de Gestão da Estácio, programas de pontos, cashback e recompensas não existem apenas para fazer o consumidor economizar.
Para as empresas, eles também são ferramentas para aumentar a frequência de compras e manter o cliente por mais tempo dentro da mesma marca ou serviço.
“Quando o consumidor percebe que está perto de atingir uma recompensa ou que pode perder pontos acumulados, existe uma tendência de antecipar uma compra ou acrescentar itens para alcançar aquela vantagem”, explica.
É aquela situação conhecida: você precisava gastar R$ 70, mas descobre que, chegando a R$ 100, ganha um benefício.
Ou tem um saldo prestes a vencer e decide comprar alguma coisa apenas para não “perder dinheiro”.
Esses mecanismos fazem parte de estratégias de economia comportamental e gamificação.
Pontos próximos do vencimento, metas para mudar de categoria e valores mínimos para liberar vantagens podem funcionar como pequenos estímulos para antecipar uma compra ou colocar mais um produto no carrinho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.