PM acusado por homicídios e extorsão repassou dinheiro para policial investigado por ligação com Adilsinho, diz relatório
Denilson Sardinha, PM que recebeu mais de R$ 120 mil da Fictor Holding, segundo as investigações da Polícia Civil Reprodução Investigações da Polícia Civil apontam que o PM Denilson de Araújo Sardinha recebeu valores da Fictor Holding.
A conta dele teria sido utilizada como uma "conta de passagem" e o PM Maxwell Ferreira da Silva, investigado por trabalhar para o bicheiro Adilsinho, recebeu uma parte desse dinheiro.
A informação consta em um um relatório de investigação da Polícia Civil.
Denilson está realizando trabalho administrativo e teve porte de arma suspenso após acusações na Justiça por homicídio, extorsão e outros crimes.
Segundo o relatório final do assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em 2024, a empresa Fictor foi o "motor financeiro" que custeou homicídios cometidos por homens ligados a Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
Denilson de Araújo Sardinha, 2º Sargento da PM, recebeu em menos de um mês aproximadamente R$ 111 mil reais.
Maxwell Ferreira da Silva, conhecido como Maxwell PM, recebeu R$ 1,3 mil da conta de Denilson.
Maxwell visitou diversas vezes o apartamento de Adilsinho na Barra da Tijuca e era apontado como seu segurança pessoal pela Polícia Civil.
Maxwell, conhecido como Maxwell PM Reprodução O afastamento de dados telemáticos feito pela DH indicou ainda que Maxwell mantinha contato com a esposa e a filha de Adilsinho.
Segundo as investigações, ele atuava como um homem de recados para a família do bicheiro.
Ele foi alvo de mandados de busca da DH da Capital durante a investigação da morte de Rodrigo Marinho Crespo em 2024.
Agentes foram até a casa de sua mãe e também ao 39º BPM (Belford Roxo).
A denúncia do Ministério Público sobre o caso cita que Maxwell foi um dos nomes encontrados como responsáveis pelos aluguéis de veículos na Locadora Horizonte 16, onde o carro utilizado para monitorar a vítima foi alugado.
Histórico criminal do PM 7 PMs são presos no Rio acusados de corrupção e tortura Em 2007, Denilson foi denunciado com 80 integrantes do 15º BPM (Duque de Caxias) por participar de uma milícia privada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.