Ataques com drones ucranianos chegam ao balneário favorito de Vladimir Putin
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"Bom dia de Sochi. Estamos nos preparando para ir ao mar", diz Antonina Kirsanova, uma cabeleireira de Moscou na casa dos 30 anos, em um vídeo publicado no Instagram . O elemento destoante no que, fora isso, seria um típico cenário de férias, é o barulho de uma sirene de ataque aéreo ao fundo. "Mas, na verdade, não está tão ruim assim... Quem não arrisca, não petisca", acrescentou ela.
Uma semana após a publicação do vídeo, um drone caiu em uma praia de Arkhipo-Osipovka, outro balneário russo na costa do mar Negro, matando quatro crianças e três adultos e ferindo outras 40 pessoas.
Sirenes de ataque aéreo, interceptações de drones, incêndios, vazamento de combustível e filas nos postos de gasolina passaram a fazer parte das férias de muitos russos. A costa do mar Negro é um dos destinos de verão mais cobiçados do país, mas também abriga refinarias e terminais portuários, o que a torna alvo de ataques ucranianos.
Autoridades de Kiev afirmam que têm como alvo apenas a infraestrutura militar e energética de Moscou . Segundo elas, os drones que caem em áreas civis foram interceptados por sistemas de defesa aérea antes de chegarem aos seus objetivos.
Com drones sobrevoando a região e vazamentos de petróleo que poluem a água, o número de turistas caiu 10,8% em relação ao ano anterior, segundo Dmitri Bogdanov, presidente da Amos, uma associação de hoteleiros do sul da Rússia .
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A ameaça também parece ter afugentado o veranista mais famoso da região, o presidente russo, Vladimir Putin , que mantém uma residência oficial em Sochi, além de um palácio luxuoso supostamente construído para seu uso perto de Gelendzhik.
Putin visitou Sochi 24 vezes em 2021, o último ano antes de determinar a invasão em grande escala à Ucrânia , mas apenas duas vezes em 2024 e 2025, segundo o site do Kremlin.
Sua última aparição pública em Sochi ocorreu em outubro passado. Desde então, ele tem se limitado, em grande parte, a ficar em Moscou e em São Petersburgo , além de outra residência às margens do lago Valdai, no norte da Rússia.
Às vésperas das eleições parlamentares de setembro , Putin intensificou suas viagens pelo país, mas passou a maior parte do tempo ao leste —fora do alcance dos drones ucranianos.
Mas os russos comuns continuam frequentando o balneário. As praias e os cafés à beira-mar na costa do mar Negro permanecem lotados —evidenciando como a vida cotidiana e a guerra estão cada vez mais entrelaçadas na Rússia, enquanto o conflito se arrasta pelo quinto ano.
Aleksei, um gerente de Voronezh, viajou para Sochi em junho com a filha. Preocupados com a poluição da água e os ataques de drones, eles evitaram o mar e nadaram na piscina do hotel.
A viagem esteve longe do ideal, mas Aleksei tinha poucas opções: seu empregador agora é classificado como integrante do complexo militar-industrial e, assim como um número crescente de russos, está proibido de sair do país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.