Presidente do STM diz que Judiciário não reconhece erros da ditadura
A ministra Maria Elizabeth Rocha , presidente do Superior Tribunal Militar ( STM ), condenou nesta quarta-feira (12/8) a postura do Judiciário na ditadura militar (1964-1985).
A magistrada destacou que “não houve resistência” e apontou que as instituições de Justiça, assim como o Executivo e o Legislativo, ainda se equivocam em relação ao período.
“Não houve até hoje uma penitência dos Poderes de reconhecerem as suas fragilidades e de reconhecerem que erraram durante o regime militar.
Eu acho que isso é importante para que haja reparação, para que a memória seja conservada”, avaliou Maria Elizabeth.
A fala ocorreu durante uma aula magna para alunos de direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto , na capital paulista.
O tema da ocasião foi “A Constituição Brasileira de 1988 e os Direitos Humanos”.
Em manifestações públicas anteriores, a ministra já havia admitido as falhas cometidas pela Justiça Militar durante a ditadura.
Maria Elizabeth chegou, inclusive, a pedir perdão em nome do STM .
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