Mulher morre após tomar injeção para 'crescimento capilar' em salão no DF
Uma professora de 50 anos morreu em Ceilândia (DF) após tomar uma injeção para fortalecimento capilar em um salão de beleza da região.
Lidiane Gomes de Souza Alves recebeu a aplicação em 5 de setembro e chegou em casa passando mal pouco tempo depois. O procedimento ao qual ela foi submetida foi feito por uma funcionária do salão de beleza localizado na QNP 30.
Segundo a família de Lidiane, a dona do salão teria oferecido um "complexo vitamínico" para controlar a queda de cabelo da mulher. Frascos com a substância foram encontrados no salão e são analisados pela polícia.
Ela foi levada pelo marido a uma UPA da região, teve sete paradas cardíacas e morreu em seguida. O atestado de óbito da mulher confirmou que ela teve um choque anafilático. O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia, segundo a Polícia Civil do DF.
Dona do salão se apresentou à polícia, mas ficou em silêncio na delegacia. Ela não tinha autorização para administrar injeções e não teve o nome divulgado.
O salão operava de forma clandestina, sem licença de funcionamento e sem cadastro junto à vigilância sanitária. A Secretaria de Saúde do DF afirmou ao UOL que o imóvel é "exclusivamente residencial", sem aprovação para atividades comerciais de saúde ou de estética.
O caso é investigado como homicídio doloso pela polícia. O boletim de ocorrência também investiga o crime de exercício ilegal da medicina, mas ninguém está preso pelo crime até o momento.
Polícia recolheu materiais que estavam no salão de beleza e faz perícia para entender se a substância injetada na mulher foi o que causou o choque anafilático. "A suspeita não seria medica, enfermeira nem farmacêutica, bem como não seria biomédica para justificar a possibilidade de ministrar essa injeção", afirmou o delegado Peter Ranquetat à TV Globo.
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