MC Ryan SP é condenado por violação de direitos autorais de 34 músicas
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O músico MC Ryan SP , um dos artistas mais populares no streaming nacional, foi condenado pela violação de direitos autorais de 34 músicas por não ter creditado o compositor Lucas Vieira Jozimba, conhecido como Luska, em uma decisão que afeta também a produtora GR6 . Cabe recurso à decisão.
De acordo com a sentença expedida na última segunda (10), pelo juiz Rodrigo Garcia Martinez, na 2ª Vara Cível de Santos, no litoral paulista, o cantor e a produtora têm 30 dias para colocar o nome de Lucas como compositor de funks como "Amante da Minha Conta" e "Ilusão (Cracolândia)" no streaming e no cadastro do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil.
Procurada na noite desta sexta por meio de sua assessoria de imprensa, a GR6 diz que só poderá comentar o caso na próxima segunda-feira (17). A reportagem não teve resposta de MC Ryan SP, procurado pelo contato da gravadora Bololô Records, da qual é dono, nem do seu advogado no caso, Jose Estevam Macedo Lima, até a publicação deste texto.
No processo, Luska diz que enviou 34 composições suas para MC Ryan com a promessa de que os dois dividiriam os lucros e que seu nome seria creditado. Mas, segundo ele, o artista e a gravadora teriam lançado e explorado as músicas no streaming e shows sem dar os devidos créditos a Luska nem pagar os royalties.
Entre as evidências, estão prints de conversas entre os artistas. MC Ryan e a GR6 contestaram, dizendo que as faixas estavam registradas formalmente na União Brasileira de Compositores, a UBC, no nome de Ryan e de colaboradores como MC BKA. O juiz considerou que as provas de Luska seriam suficientes para provar que ele era autor e repassou o material em caráter de parceria.
Dono de sucessos como "Amante da Minha Conta", MC Ryan foi preso preventivamente em abril , por suspeita de envolvimento em um suposto esquema sob investigação da Polícia Federal. O grupo liderado pelo artista, segundo a investigação, é apontado como responsável pela lavagem de R$ 1,6 bilhão ligado a apostas e rifas ilegais. Ele foi solto em maio após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus e substituiu a prisão por medidas cautelares.
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