França adota toque de recolher após saques em várias cidades
O governo da França ordenou toques de recolher limitados em áreas afetadas por saques e confrontos após um fim de semana de violência em várias cidades. Segundo o New York Post, ao menos 3.000 empresas foram danificadas ou saqueadas.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu mandou os representantes regionais do governo impor restrições localizadas. Ele afirma que os detalhes sobre as áreas submetidas ao toque de recolher seriam divulgados na segunda-feira (19).
Grupos incendiaram lixeiras, bicicletas e outros objetos nas ruas de Paris, Lyon, Marselha e outras cidades no domingo (18). Comerciantes também tiveram estabelecimentos saqueados após os protestos nacionais de sábado (17) contra o aumento do custo de vida e as condições nas escolas.
A polícia prendeu ao menos 2.400 pessoas em todo o país durante os distúrbios. Lecornu disse que ninguém morreu no sábado (17), apesar da violência e dos danos materiais, e classificou o resultado como ?um milagre?.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, apresentou sua renúncia no domingo (18), mas o presidente Emmanuel Macron a recusou. Em comunicado, o gabinete de Macron informou que o presidente decidiu manter Nuñez no cargo pela necessidade de preservar o comando das forças de segurança.
Macron pediu transparência sobre falhas de planejamento e de inteligência que antecederam os confrontos. O presidente também determinou a adoção rápida de novas táticas policiais para interromper os atos violentos.
Manifestantes atacaram prédios públicos, incluindo prefeituras, e buscaram confronto com policiais, conforme as autoridades. Em Limoges, no centro da França, um incêndio atingiu a prefeitura do século 19, derrubou o telhado e quase destruiu o edifício.
Nuñez reconheceu que as forças de segurança perderam o controle em algumas grandes cidades no sábado (17). "Não se pode olhar nos olhos dos comerciantes quando centenas de empresas foram saqueadas e dizer que não perdemos o controle", afirmou à rádio France Inter.
Em Marselha, a autoridade regional proibiu protestos e outras reuniões entre meio-dia e 20h da segunda-feira (19). Nuñez atribuiu os ataques a grupos muito móveis, saqueadores e ativistas de esquerda radical, e disse que a estratégia policial precisa ser adaptada.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.