Starlink direto no celular no Brasil: veja o que sabemos até agora
A Starlink já consegue conectar celulares diretamente aos seus satélites, sem a antena usada no serviço residencial.
A tecnologia Direct to Cell já tem oferta comercial em alguns mercados e avançou das primeiras mensagens de texto para acesso a dados e chamadas por aplicativos.
A tecnologia também está prestes a ganhar um reforço importante.
A SpaceX recebeu autorização da FCC para implantar até 15 mil satélites de nova geração, capazes de ampliar a cobertura e a capacidade das conexões diretas com celulares.
A empresa pretende utilizar novas frequências para melhorar o sinal, inclusive em ambientes internos, e preparar o caminho para serviços móveis mais avançados.
Com isso, a Starlink fica a um passo de se tornar uma operadora que transmite 5G direto do espaço.
No Brasil, o cenário também começou a mudar.
Vivo e Starlink participam de um ambiente experimental autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) , com permissão válida até abril de 2029, mas ainda não anunciaram uma oferta comercial ampla para o consumidor.
Isso significa que a ideia de sair de uma área com cobertura 4G ou 5G e manter o celular conectado graças a um satélite já deixou de ser apenas uma promessa.
A questão agora é entender o que essa conexão consegue fazer, quais são suas limitações e quanto falta para que brasileiros possam usá-la no dia a dia.
Como funciona a Starlink direto no celular? A forma mais simples de entender o Direct to Cell é imaginar os satélites da Starlink como "torres de celular no espaço".
Em vez de o smartphone procurar apenas uma antena terrestre próxima, ele também pode se comunicar diretamente com um satélite compatível que passa sobre aquela região.
Para isso, a Starlink trabalha em parceria com operadoras de telefonia móvel.
A operadora disponibiliza parte das frequências que já usa em sua rede, enquanto os satélites compatíveis da Starlink transmitem o sinal.
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