TJMG busca famílias para acolher no Natal crianças na fila da adoção
Belo Horizonte – Famílias de Minas Gerais que desejam proporcionar momentos de convivência e afeto a crianças e adolescentes que vivem em abrigos podem participar da Campanha de Apadrinhamento de Natal, lançada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em parceria com a ONG Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam).
A iniciativa é voltada para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão em instituições de acolhimento à espera de adoção.
A campanha tem como objetivo promover a inserção social das crianças e adolescentes junto a famílias durante o período natalino.
A ação também está alinhada às diretrizes do Travessias Jurídicas pela Infância e Juventude, instituído pelo TJMG por meio da Portaria Conjunta nº 1.726/2025.
De acordo com o TJMG, o programa busca estimular a convivência familiar e comunitária, fortalecer vínculos afetivos e sensibilizar a sociedade sobre os direitos de crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir violações e combater situações de risco e vulnerabilidade.
A iniciativa também pretende fortalecer a atuação conjunta das instituições que integram a Rede de Proteção à Infância e à Juventude.
O psicólogo Fernando Araújo, representante da superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj), desembargadora Alice de Souza Birchal, explica que a campanha permite que as famílias acolham crianças e adolescentes de maneira segura e afetiva durante o Natal.
“As famílias interessadas devem se inscrever no Portal Minas Apadrinha, do TJMG, para serem avaliadas.
É importante lembrar que o apadrinhamento não é adoção, mas sim uma forma de ampliar os laços familiares destas crianças e adolescentes”, afirmou.
Convivência pode ampliar perspectivas O presidente da Cevam, Ananias Neves, destaca que atualmente aproximadamente 450 crianças e adolescentes estão na fila para adoção .
Para ele, a convivência temporária com outras famílias pode representar uma oportunidade de criar novos vínculos e ampliar perspectivas.
“Procuramos qualificar as famílias, que têm o dever de acolher e proteger as crianças durante o acolhimento.
As que participam do programa se transformam com o aprendizado que ele traz.
É muito enriquecedor”, afirmou.
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