‘A questão é mais complicada’: analista avalia risco para frango de SC com doença de Newcastle
Foto: Governo de Santa Catarina O foco de doença de Newcastle confirmado no último domingo (18) em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina, levou à adoção de restrições comerciais à carne de frango brasileira.
A China decidiu limitar a suspensão das importações ao estado, enquanto o México optou por embargar os produtos avícolas de todo o país.
Na avaliação de Fernando Iglesias, coordenador de inteligência de mercado da Safras & Mercado, a regionalização do embargo chinês reduz o risco de impacto sobre as exportações brasileiras como um todo.
A preocupação, porém, permanece tanto pela suspensão mexicana quanto pela possibilidade de outros mercados restringirem as compras de produtos catarinenses.
Segundo Iglesias, o país poderia ter perdas de aproximadamente US$ 139 milhões caso as restrições dos dois mercados atingissem todo o território nacional.
Como esse não é o caso, a estimativa dos prejuízos financeiros ainda é incerta.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Resposta sanitária será importante para retomada Iglesias avalia que a capacidade de resposta das autoridades brasileiras será determinante para conter os efeitos comerciais do foco de doença de Newcastle registrado em Santa Catarina.
Ele cita episódios anteriores para sustentar sua avaliação, entre eles o caso de Newcastle no Rio Grande do Sul, em 2024, e o foco de influenza aviária de alta patogenicidade no estado, em 2025.
“Do ponto de vista sanitário, o Brasil mais uma vez vai seguir sua condução exemplar, notificando o Mapa, seguindo à risca todos os protocolos para eliminar o problema o mais rápido possível”, afirma.
A retomada das vendas, porém, depende também das decisões dos países importadores e dos procedimentos exigidos para liberar os embarques.
No caso mexicano, Iglesias usa como referência o episódio de 2024, quando o Brasil ficou 21 dias sem exportar carne de frango para o mercado.
Naquele ano, a suspensão das vendas para a China durou 26 dias.
Com base nesse precedente, o coordenador estima que a recuperação do comércio com o México possa levar pelo menos 21 dias.
O prazo não é uma garantia de reabertura e dependerá das condições estabelecidas pelas autoridades sanitárias.
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