Poderia ser empate? Diniz seria gênio? Colunistas debatem Fla x Corinthians
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A opção de Fernando Diniz por escalar um Corinthians reserva contra o Flamengo "manda muitos recados" e poderia ter mudado de leitura se o empate se sustentasse até o fim. A análise foi motivo de debate entre Renan Teixeira, Julio Gomes e Fabila Andrade no Fim de Papo , do Canal UOL.
No Maracanã, o Corinthians segurou o 0 a 0 no primeiro tempo, empatou no segundo e acabou derrotado com gol de Bruno Henrique no fim. A discussão girou entre pragmatismo e o peso simbólico de "abrir mão" do Brasileiro.
Apesar de entender e concordar com muitos dos argumentos do Júlio a respeito da tomada de decisão do treinador, eu tenho uma visão que quando o treinador... Aí o Júlio tem muita razão na análise pré-jogo e na análise pós-jogo, depois do que aconteceu. Se o Corinthians empatasse, o Diniz era o gênio. Imagina que o Corinthians empatasse o jogo como ficou até os 40 e poucos. O Diniz é um gênio. Mas numa análise pré-jogo, você manda muitos recados. Quando você coloca o time inteiro reserva. Renan
Para Julio Gomes, a derrota era "muito provável" em qualquer cenário e a estratégia de poupar titulares e lançá-los no fim foi a única que poderia manter o time vivo na partida e, ao mesmo tempo, proteger o duelo de meio de semana.
Era muito provável que o Corinthians perdesse, com titulares, com reservas, de qualquer cenário que você olhasse para esse jogo, era muito provável que ele perdesse. E o que o Corinthians fez hoje, o plano de jogo do Corinthians, o plano de ação, a estratégia para a semana, era, para mim, a única que poderia ajudar contra o Flamengo. Quase deu certo, não deu, mas quase deu, e que poderia ajudar contra o Estudiantes. Julio Gomes
Julio também argumentou que o resultado não deveria ser o único critério para julgar a escolha do treinador, já que o Corinthians chegou perto de sair com um ponto e ainda expôs jogadores jovens e reservas a um teste de alta pressão.
Eu acho que a gente não pode só olhar para o resultado final do jogo para elogiar ou para criticar determinada estratégia, e acho que o torcedor pega muito no pé do time reserva do Corinthians. Não tem craques, não. Mas os caras estão lá, os caras estão tentando. Então você descobre, numa situação dessa, você descobre um menino. Julio Gomes
Na mesma linha, Renan destacou o peso mental do jogo para um estreante de 17 anos na defesa corintiana, num cenário descrito como "ataque contra a defesa" e com o time passando longos períodos sem conseguir ter a bola.
Eu quero trazer um outro destaque, que é o do Corinthians, o menino Iago. Eu achei ele com bastante personalidade, seguro dentro do jogo. Claro, o Corinthians adotou aquela estratégia de ficar com as linhas bem baixas e bem compactas, bem fechadinhas, o que dificultou em vários momentos a construção do Flamengo, mas é um jogo, do ponto de vista mental, muito difícil pra esse menino. Renan
Fabíola Andrade ampliou o olhar para o lado do Flamengo e apontou o desgaste físico do time em uma sequência de jogos, além de colocar Bruno Henrique como símbolo da vitória no fim, em um gramado pesado e sob chuva.
Não tem como não falar de Bruno Henrique.
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