“Não sobreviveremos”: Chefe do Xbox defende criação de novas franquias em meio a demissões
Asha Sharma, atual CEO do Xbox , declarou em uma reunião interna recente que a divisão de games da Microsoft “não vai sobreviver” se continuar dependendo apenas de franquias consolidadas.
O alerta veio com um peso particular: a companhia ainda está no meio de um processo de demissão de 3.200 funcionários e viu múltiplos estúdios próprios fecharem contratos ou partirem em outras direções.
A frase é direta e necessária, mas soa estranha quando proferida por quem comanda uma divisão que, nas últimas semanas, cancelou exatamente os projetos que poderiam ser esse novo IP.
Compre aqui Controle Sem Fio Xbox com cabo Usb-C- Preto O discurso que conflita com o histórico recente Em transcrições compartilhadas pelo Windows Central , Sharma teria dito que quer ver a empresa “continuar criando IPs duradouros e novos” , acrescentando que é preciso “encontrar novas formas e coragem de inventar novos IPs que alcancem novos públicos” .
No mesmo parágrafo em que defende a expansão criativa, ela reforça a aposta nas franquias já existentes: “Quero que nossos grandes jogos se tornem grandes franquias globais que movimentem bilhões de dólares.” O problema não é o que ela diz, é o que antecede o discurso.
O Everwild, projeto da Rare descrito como visualmente distinto e com potencial de se tornar exatamente um “IP duradouro”, foi cancelado.
O Project Blackbird, um novo MMO em desenvolvimento no ZeniMax Online Studios, desenvolvedora de Elder Scrolls Online, também foi arquivado após anos de trabalho.
Mais recentemente, o Project Mara, projeto experimental de horror da Ninja Theory, foi descartado, enquanto dois acordos com o próprio estúdio não foram renovados e a situação da Arkane ainda está em processo de consulta.
Reestruturação que desmonta o que afirma construir A reestruturação em andamento já levou Compulsion Games, Undead Labs e Double Fine à independência.
O processo, anunciado no início de julho, prevê o corte de 3.200 postos até o fim do ano fiscal, definido pela própria Microsoft como a maior reestruturação da história do Xbox.
A própria Sharma reconheceu, ainda em julho, que o Xbox atual não está “saudável” , uma avaliação que a fonte classifica como difícil de contestar mesmo olhando de fora.
Xbox não está à venda, garante Asha Sharma em meio a grande reestruturação A narrativa que emerge é a de uma divisão tentando cortar gordura e apostar no certo enquanto, simultaneamente, descarta os projetos que representariam exatamente a renovação criativa que a CEO exige.
Há uma contradição estrutural aí que nenhum discurso resolve.
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