Messi! O tempo deveria parar para os gênios
Talvez você tenha tido a sensação de que o tempo deveria ser mais justo com as mães. Também com os pais. Mas para quem olha para seus filhos e têm o secreto desejo de parar os relógios quando seu menino tem seis anos e sua garotinha está com três. Ou com sete e quatro, oito e cinco. Claro que a referência da distância das idades diz respeito à minha vida, aos meus pequeninos, já gigantes.
Deveria haver também outro jeito de contar o tempo para os gênios. Quando Messi anuncia a aposentadoria da seleção argentina, quando está claro que não jogará outra Copa do Mundo ou Copa América, o coração quase para. E o relógio é que deveria ter parado dez anos atrás, quando tinha 29 e desfilava seu talento ainda com a camisa do Barcelona.
A dor suprema é saber que o tempo não apenas não para, como os gênios até partem deste mundo para outro, como já aconteceu com Pelé e Maradona.
Messi foi diferente. O maior jogador do século 21, quase incontestável afirmação, porque só o coloca em níveis de comparação com Ronaldo, Zidane e Ronaldinho Gaúcho, que vieram lá do século 20, e com Cristiano Ronaldo, contra quem a Copa do Mundo fez questão de colocar o pódio no devido lugar.
Messi para como o maior artilheiro da história da seleção argentina, 127 gols, quem mais entrou em campo de azul e celeste, 207 vezes, único a jogar três finais de Copa do Mundo por seu país, menos carisma talvez do que Maradona, segundo maior goleador da história das Copas, mais bola do que qualquer outro de sua época.
Gênio, no século 21, tem um sinônimo com as mesmas cinco letras: Messi.
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