Polícia vai ouvir mais 3 pessoas sobre agressão e morte de ciclista no RJ
A Polícia Civil do Rio vai ouvir mais três pessoas sobre o espancamento e morte de Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, após ser acusado injustamente de roubo. Quatro suspeitos já estão presos.
Três novos identificados vão prestar depoimento nos próximos dias. São o homem de camisa branca que aparece em imagens assistindo às agressões, a funcionária de um bar que entregou o porrete usado por um dos seguranças e o chefe da segurança clandestina que contratou os vigias. A informação foi confirmada pela investigação ao UOL .
Novos identificados não são considerados suspeitos do homicídio. O delegado Ângelo Lages explicou ao UOL que cada conduta precisa ser avaliada individualmente.
Comerciantes da região serão ouvidos amanhã na 12ª DP (Copacabana). O homem de camisa branca que aparece nas imagens e a funcionária que entregou o porrete devem depor na quarta-feira.
Até o momento, polícia identificou cinco pessoas ligadas diretamente ao homicídio, e quatro delas já estão presas. A polícia ainda tenta identificar um homem que, nas imagens, aparece dando chutes na cabeça da vítima.
Um dos presos é o segurança Davi Santos Machado, que admitiu ter desferido mais de 30 pauladas com um porrete na vítima. Além disso, horas após o crime, ele voltou ao local e filmou a rua para verificar se havia câmeras na região .
Jorge Luiz Ricardo Dias, também segurança, participou da abordagem inicial, mas não há indícios que ele participou ativamente da agressão. Tanto ele quanto Davi faziam parte de um grupo que prestava serviço clandestino de segurança privada.
Entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva também estão detidos. Os dois aparecem nas imagens segurando a vítima e participando das agressões.
Cláudio Rafael, de 37 anos, foi espancado na madrugada de 12 de agosto em Copacabana. Ele saiu de casa em Botafogo com a bicicleta da irmã e foi abordado por seguranças que pensaram que ele tinha roubado o veículo. Cláudio foi levado até a rua Felipe de Oliveira, onde levou socos, chutes e pauladas.
Vítima morreu por traumatismo craniano, hemorragia interna e lesão de baço e rim. É o que aponta o laudo, enviado pelo IML (Instituto Médico Legal) ao UOL .
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.