Após cisão de saúde, Bradseg quer crescer em seguros com rentabilidade, diz CEO
A Bradseg, holding que reúne os negócios de seguros do Bradesco ( BBDC4 ) não ligados à saúde, quer explorar o baixo nível de cobertura de famílias e empresas brasileiras para continuar ampliando a participação no mercado.
Mas a estratégia mantém um limite claro: não vai sacrificar rentabilidade para crescer agressivamente em ramos que entraram em disputa excessiva de preços, a exemplo do segmento de automóveis.
“Quando as taxas de juros estão mais elevadas, algumas seguradoras se permitem buscar mais o ganho financeiro sobre o float [recursos das reservas de seguros mantidos aplicados] do que o resultado operacional.
Nós entendemos que isso, no médio e longo prazo, não é saudável”, explica o presidente da Bradseg, Ney Dias, em entrevista ao Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
No segundo trimestre, o faturamento da divisão Auto/RE somou R$ 2,6 bilhões, um crescimento tímido de 1,8% em relação a igual período do ano passado.
Por ano, a carteira de automóveis da Bradseg gira em torno de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões.
“Procuramos manter uma rentabilidade mínima para evitar uma carteira deficitária quando as taxas de juros caíssem”, disse o executivo.
Leia também Extremos políticos podem afastar investidores da Alemanha, diz CEO do Deutsche Bank Christian Sewing afirma que o avanço da AfD e da esquerda radical pode prejudicar a imagem do país e reduzir a atração de capital estrangeiro Dias assumiu o comando da companhia em maio, após a cisão dos ativos de saúde do banco, que foram para uma nova empresa de capital aberto, a Bradsaúde ( SAUD3 ).
Sob o guarda-chuva do executivo, além de auto, ficaram vida e previdência e capitalização, entre outros.
Nesse primeiro ano de operação, a Bradseg ainda avalia a estrutura e governança, para entender a posição dos negócios e as sinergias com a Bradsaúde.
Agronegócio Em previdência complementar, novas regras de incidência de IOF pressionaram as dinâmicas de captação.
Desde o início do ano, o imposto incide sobre aportes superiores a R$ 600 mil anuais em planos VGBL.
Para compensar, a empresa tem observado oportunidades de crescer no PGBL, de acordo com Dias.
“Nós já vínhamos alertando que as pessoas não iam fazer aportes acima daquele limite anual de R$ 600 mil [no VGBL].
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