Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para deixar a Argentina em jatinho após atravessar fronteira pelo Paraná
Flávio Bolsonaro deixou a Argentina em direção ao Equador Um documento divulgado nesta quarta-feira (28) pelo jornalista argentino Pablo Duggan aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um passaporte italiano para embarcar no jatinho particular que deixou Puerto Iguazú, na Argentina, com destino aos Estados Unidos.
O voo partiu da cidade argentina, na fronteira com Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante a madrugada, após o senador atravessar a fronteira acompanhado da esposa e das duas filhas. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O registro foi compartilhado por Duggan, que apresentou a cobertura da decolagem pelo canal argentino C5N.
O documento identifica Flávio Nantes Bolsonaro entre os passageiros da aeronave e informa a utilização de um passaporte italiano.
Declaração de voo mostra que Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano Pablo Duggan/ Canal C5N A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador entregasse os passaportes brasileiros e eventuais documentos estrangeiros, além de proibi-lo de deixar o país.
Flávio não cumpriu a ordem de entrega dos documentos.
Segundo o documento divulgado, a esposa do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, utilizou um passaporte brasileiro.
As duas filhas menores de idade também aparecem na lista de passageiros.
Além da família, o jatinho transportava três tripulantes argentinos.
O avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, operado pela empresa Baires Fly S.A., tinha como primeiro destino Guayaquil, no Equador.
De lá, seguiu para Miami, nos Estados Unidos, onde o senador desembarcou na manhã desta quarta-feira (28).
Travessia pela fronteira do Paraná Antes de embarcar, Flávio Bolsonaro atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
A entrada ocorreu às 22h50 de terça-feira (27), segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, responsável pelo controle de entrada e saída de pessoas no país.
O senador estava acompanhado da esposa e das duas filhas.
Segundo o órgão argentino, os quatro apresentaram documentos válidos para viajar, não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina e passaram pela fiscalização sem incidentes.
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