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Novos certificados do tesouro desiludem na estreia

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Novos certificados do tesouro desiludem na estreia

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Esta é a Boa Moeda, Má Moeda das manhãs 360. Esta semana, de novo, com a Judite França. Olá, Judite. Bem-vinda.

Sobre a nova série dos Certificados do Tesouro, lançada pelo governo com a ambição de revitalizar este instrumento de poupança. Mas, apesar das alterações, no primeiro mês, esta série cinco, como é chamada, não foi capaz de captar mais investimento do que aquele que saiu.

Ou seja, e os dados do Banco de Portugal mostram isso, em julho, o montante investido nestes certificados caiu cerca de 28 milhões face ao mês anterior, para 6,5 mil milhões de euros.

É imenso. No início deste mês, o Ministério das Finanças indicou à imprensa que a nova série tinha captado 298 milhões em julho, atraindo 8300 aforradores e permitindo a abertura de 602 novas contas. Apesar disso, os dados mostram que foi mais o dinheiro que saiu do que aquele que entrou. E desde que atingiu o pico em 2021, o estoque total investido em Certificados do Tesouro está a cair de forma continuada, numa altura em que os Certificados de Aforro se tornam mais atrativos devido à subida das Euribors. Portanto, as pessoas tiram de um lado e põem noutro. Quando lançou esta nova série de produtos de poupança, o governo explicou que pretendia impulsionar o acesso a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida, sem riscos de perda de capital. E pra isso foram feitas várias mudanças em relação à série anterior. O prazo passou de sete para 10 anos, sendo que no primeiro ano não é possível resgatar o capital investido. A taxa é crescente a partir do segundo ano e depois disso, de dois em dois anos, vai desde 2,35% até 3,35%, o que significa uma taxa média de 2,7%. No caso, claro, de se manter o produto ao longo dos 10 anos. Aqui não há capitalização de juros, ou seja, há uma remuneração anual que é creditada na conta do aforrista. Ao contrário destes Certificados do Tesouro, os Certificados de Aforro voltaram a crescer mais 767 milhões do que no mês anterior. A procura tem crescido à medida que a Euribor a três meses tem subido e segundo o Jornal de Negócios, no conjunto dos dois produtos de poupança do Estado, a evolução mensal foi positiva e a mais elevada desde maio de 2023. Portanto, são boas notícias pra o Estado.

Agora vem a má moeda, porque temos más notícias pra quem paga crédito habitação.

Se é bom pra os Certificados de Aforro, já não é bom pra quem tem crédito habitação.

É verdade. A taxa de juro implícita nos contratos de crédito habitação subiu 3,135% em julho, o que se traduz numa subida de 3,4 pontos base face a junho. Ora, o que isto quer dizer? O INE fala nos contratos celebrados nos últimos três meses. A taxa de juro cresceu para 2,9%, uma percentagem superior em 5,7 pontos base, sendo que a prestação média fixou-se em 414 euros, mais 3 euros do que em junho e mais 20 euros do que em julho do ano passado.

Há um ano, é muito dinheiro. Segundo o ECO, do valor da prestação, praticamente metade corresponde a pagamento de juros e o restante, pouco mais, a capital amortizado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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