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Ministro da Economia admite que portugueses "estão a passar dificuldades" com o aumento dos combustíveis e diz que a inflação "não está a correr bem"

CNN Portugal ·
Ministro da Economia admite que portugueses "estão a passar dificuldades" com o aumento dos combustíveis e diz que a inflação "não está a correr bem"

O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, considerou que a inflação não está a correr bem e admitiu que os portugueses estão a passar dificuldades por causa do aumento extraordinário dos combustíveis.

"A inflação não está a correr bem, devia estar a descer e está a aumentar", afirmou o governante, que falava na audição regimental na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial.

Considerou a questão dos combustíveis "um ponto delicado", admitindo que "os portugueses estão a passar dificuldades por causa deste aumento extraordinário do custo dos combustíveis".

"Aquilo que o Governo está a fazer é garantir que o Governo não ganha com os efeitos da guerra", sublinhou Castro Almeida, referindo que "os efeitos da guerra fazem subir o preço da gasolina, se o preço da gasolina sobe, a receita do IVA é maior e o Governo está a transformar o aumento da receita do IVA em descontos no ISP para neutralizar o aumento da receita do IVA, para que não haja aumento da receita fiscal à custa da guerra".

Além disso, "o Governo decidiu atribuir um apoio especial" para o gasóleo agrícola, que beneficia os agricultores, e para indiretamente evitar que o aumento do gasóleo agrícola se reflita depois nas prateleiras dos supermercados, no aumento dos produtos agrícolas, prosseguiu.

Está também anunciado para breve que o Governo está a preparar "e vai brevemente aprovar medidas de apoio aos transportadores profissionais como também aos bombeiros para poder apoiar o seu trabalho".

Em síntese, a linha do Governo não é tomar medidas generalizadas para toda a população, mas sim tomar medidas dirigidas aos setores que são mais impactados.

Durante a audição regimental, Castro Almeida foi questionado duas vezes pelo Chega sobre o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tendo o ministro da Economia escusado a responder.

"Temos também agora o ministro da Administração Interna, o ainda ministro da Administração Interna, a querer fechar postos territoriais. Aonde? No interior do país. É esta a coesão territorial. Já agora, já que falei no ministro da Administração Interna, o senhor ministro também não resiste a perguntar-lhe se se sente confortável ao estar com o ministro da Administração Interna no Conselho de Ministros", começou por questionar o deputado do Chega Pedro Pinto.

"É que existe muita gente dentro do PSD que diz que tem vergonha alheia de estar ao lado do senhor ministro da Administração Interna, eu gostava de saber se o senhor ministro tem vergonha alheia ou não", reforçou o deputado, a que se seguiu uma intervenção do ministro que não abordou o tema.

Entretanto, Filipe Melo, também do Chega, voltou a insistir no tema: "Senhor ministro, eu penso que foi lapso, certamente quereria responder à questão última do deputado Pedro Pinto se se sente confortável em partilhar o Conselho de Ministros" com Luís Neves.

Isto levou Castro Almeida a questionar o deputado sobre a pergunta: "Senhor deputado, para ajudar a minha reflexão, peço-lhe um esclarecimento complementar: essa pergunta insere-se mais no âmbito da economia ou no âmbito da coesão territorial".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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