Lula terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita do que Flávio
A distribuição dos tempos nos blocos de propaganda para cada candidato das eleições presidenciais de outubro nas redes de rádio e televisão de todo o país foi anunciada esta quinta-feira pelo TSE e premiou os candidatos com maior apoio partidário.
A decisão da autoridade eleitoral favorece Lula, que concorre à reeleição e ao seu quarto mandato não consecutivo, graças ao facto de ser o único candidato apoiado por uma coligação de partidos e não apenas pela formação que o candidatou.
Segundo a decisão, Lula disporá de cinco minutos e 31 segundos diários de propaganda eleitoral para as eleições de outubro, mais 27,3% do que os quatro minutos e vinte segundos atribuídos ao senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro.
O líder progressista iniciará a campanha como líder nas sondagens de intenção de voto, com uma vantagem de quatro a dez pontos nos inquéritos para uma eventual segunda volta sobre Bolsonaro, primogénito do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).
No entanto, algumas sondagens mostram os dois candidatos em empate técnico com vista a um possível segundo sufrágio.
O horário eleitoral gratuito começará a 28 de agosto e estender-se-á até 01 de outubro, três dias antes da primeira volta das presidenciais.
Na eleição, os candidatos disporão diariamente de dois blocos de propaganda na rádio e dois na televisão, cada um com doze minutos e 30 segundos.
O tribunal atribuiu à coligação "Brasil Pronto para Mais", encabeçada por Lula e na qual o governamental Partido dos Trabalhadores (PT) conta com o apoio de outros seis partidos de esquerda, cinco minutos e 31 segundos.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) e que não conseguiu o apoio de nenhum dos grandes partidos de centro-direita do país, terá quatro minutos e vinte segundos ao concorrer sem alianças.
O candidato do partido de direita Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, contará com dois minutos e dois segundos diários, enquanto o escritor Augusto Cury, do partido Avante, terá 35 segundos.
Os restantes nove candidatos presidenciais ficaram fora do horário eleitoral gratuito por não cumprirem os requisitos de representação parlamentar ou votação estabelecidos na legislação eleitoral.
A diferença resulta fundamentalmente da representação dos partidos na Câmara dos Deputados e das alianças formadas para a eleição.
A propaganda eleitoral na rádio e na televisão tem uma importância considerável no Brasil, apesar do crescimento das redes sociais e das plataformas digitais.
A dimensão territorial do país, que supera os 8,5 milhões de quilómetros quadrados e conta com mais de 200 milhões de habitantes, faz com que os meios de comunicação de alcance nacional continuem a ser uma ferramenta fundamental de divulgação para os candidatos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.