EUA temem "rápida escalada" após ataques dos Houthis à Arábia Saudita
Os Estados Unidos alertaram no sábado para o risco de uma "rápida escalada" das hostilidades no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos Houthis do Iémen contra a Arábia Saudita, cuja capital foi visada por estes combatentes pró-iranianos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, que deveria passar todo o fim de semana na residência presidencial de Camp David, no estado do Maryland, regressou a Washington no sábado à noite, sem explicação oferecida pela Casa Branca.
Mas este regresso antecipado ocorre quando foi ultrapassado um novo patamar nas hostilidades entre a Arábia Saudita e os Houthis, que controlam grande parte do vizinho Iémen e combatem as forças governamentais, apoiadas por uma coligação liderada por Riade.
Fortes explosões foram ouvidas duas vezes no sábado na capital saudita com um depósito de combustível com o logótipo da gigante petrolífera saudita Aramco em chamas perto do aeroporto, reportu a agência France-Presse.
"Este conflito militar tem potencial para uma rápida escalada", considerou o Departamento de Estado norte-americano, num aviso publicado na rede social X dirigido aos cidadãos norte-americanos que se encontram no Médio Oriente.
O rápido avanço dos Houthis nas últimas semanas no Iémen causou centenas de mortos e, segundo a ONU, mais de 110.000 deslocados.
Estes combates e as hostilidades que se seguiram com o reino vizinho já perturbaram o tráfego marítimo e as exportações da Arábia Saudita, primeiro fornecedor mundial de petróleo.
Como consequência, o barril de petróleo disparou para cima dos 100 dólares (87 euros), fazendo disparar os preços dos combustíveis para os consumidores de todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, onde se aproximam as eleições intercalares.
Na noite de sábado, a coligação liderada pela Arábia Saudita confirmou na rede social X que um míssil tinha sido lançado na noite anterior pelos Houthis em direção a Riade, garantindo que tinha sido destruído.
Segundo a coligação, estes combatentes tentaram também atingir "civis e bens civis" em várias cidades do oeste do reino, incluindo o porto de Yanbu, no mar Vermelho, a partir do qual Riade exporta petróleo. Ataques que foram "frustrados", segundo a mesma fonte.
Os Houthis reivindicaram, por seu lado, dois ataques com mísseis e `drones`, um contra "locais sensíveis em Riade" e outro contra "instalações da Aramco em Yanbu".
Os ataques dos Houthis contra o reino tinham até agora visado sobretudo instalações petrolíferas e bases militares no sul ou na costa do mar Vermelho. A capital saudita não era ameaçada desde o recomeço, em julho, das hostilidades com os combatentes pró-iranianos.
Riade tinha, em contrapartida, sido atingida no auge da guerra regional desencadeada no final de fevereiro pelo ataque norte-americano e israelita contra o Irão, que respondeu lançando ataques contra os países do Golfo aliados dos Estados Unidos.
Em resposta a estes ataques, a Arábia Saudita tem bombardeado diariamente e em larga escala as zonas controladas pelos combatentes no Iémen, sem, contudo, ter conseguido até agora enfraquecê-los.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.