Algés: Jovem que matou mãe confessou crime. Irmã continua em Portugal
O adolescente de 15 anos que matou a mãe a meio de agosto, em Algés, Lisboa, já confessou o crime ao Ministério Público. O interrogatório ocorreu por meio de carta. Já a irmã, de quatro anos, ainda continua em Portugal, ao cuidado de uma amiga da mãe, que morreu depois de ter sido vítima de um mata-leão por parte do filho.
A informação é avançada, esta quinta-feira, pelo jornal Expresso , que lembra que o jovem recusou, na altura da detenção, prestar declarações ao juiz.
O semanário avança que o interrogatório foi executado por carta precatória e que a diligência aconteceu no centro educativo dos Olivais, em Coimbra, onde o jovem está internado - e onde deverá ficar até, pelo menos, novembro.
Segundo escreve o semanário, a advogada do menor, Cristiana Carvalho, disse que "houve uma agressão anterior" no dia do homicídio.
Note-se que a Polícia de Segurança Pública (PSP) já tinha ido à residência da família cinco vezes , tendo sido colocada em cima da mesa a possibilidade de colocar os menores com a família paterna. O pai está detido por violência doméstica desde outubro do ano passado.
De acordo com o que aponta ainda o jornal, o adolescente nunca poderá ser condenado a uma pena de prisão por este crime, uma vez que é inimputável por causa da idade. O jovem já foi ouvido por psicólogos, mas ainda não lhe foi feita uma perícia.
Há cerca de um mês, quando aconteceu o crime, a advogada do menor disse ao Expresso que "o que aconteceu foi um ato de desespero que resultou de uma promessa não cumprida" e que se tratou de "uma morte anunciada e que podia ter sido evitada".
Entre pai e irmão detidos e a mãe assassinada, a criança de quatro anos, filha da vítima, não tem opções em Portugal e deverá voltar ao Brasil, onde mora a família alargada - paterna e materna. Segundo o que adianta a publicação hoje, o juiz encarregado do caso pediu relatórios para decidir se a menina será entregue à família da mãe ou do pai.
O relatório será feito à distância e o documento foi pedido pelo novo juiz que assumiu o caso. O juiz Nuno Tomás pede que as respostas sejam dadas em 15 dias.
A criança está aos cuidados de uma amiga da mãe, enquanto se aguarda por saber o futuro da criança . Tanto a família materna como a paterna querem ficar com a criança.
Também a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) seguia o caso.
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