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A dificuldade em ter casa é um dos maiores travões à natalidade

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A dificuldade em ter casa é um dos maiores travões à natalidade

O número médio de filhos por mulher em Portugal é superior ao registado no pico da crise financeira, mas permanece longe do limiar de substituição de gerações, e a Administração Pública identifica a habitação como um entrave decisivo.

A taxa de fecundidade subiu de 1,21 em 2013 para cerca de 1,52 em 2025, ficando assim abaixo dos 2,1 necessários para travar o declínio demográfico, e o relatório “Portugal em Perspetiva”, elaborado pela Rede de Serviços de Planeamento e Prospetiva da Administração Pública (REPLAN) e publicado há poucos dias, destaca o custo e a escassez de espaço como bloqueios que travam quem quer constituir família.

Para enquadrar este cenário, o documento recorre ao estudo “State of World Population 2025”, do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), que conclui que “ a atual crise da fertilidade resulta sobretudo da incapacidade de muitas pessoas concretizarem as suas preferências reprodutivas, devido a fatores económicos, sociais e institucionais , e não apenas da diminuição das taxas de natalidade”.

O custo da habitação, a insegurança económica, a dificuldade de conciliação entre vida profissional e familiar e a desigual distribuição das responsabilidades de cuidado podem limitar a concretização dos projetos familiares.

Rede de Serviços de Planeamento e Prospetiva da Administração Pública (REPLAN) Relatório '“Portugal em Perspetiva' Aplicada a Portugal, a análise da REPLAN é taxativa ao sublinhar que “a habitação, pelo custo e pela disponibilidade de espaço, constitui uma barreira relevante, em particular para os jovens adultos que procuram autonomizar-se e constituir família”.

A dimensão deste obstáculo reflete-se na idade de emancipação apurada pelo Eurostat, que aponta para que os jovens portugueses estejam a abandonar a casa dos pais, em média, aos 28,8 anos, contra 26,3 anos na União Europeia , além de que entre os 15 e os 29 anos, 21,4% vivem em habitações sobrelotadas, proporção que compara com 12,7% no conjunto da população residente.

Portugal é líder da OCDE na dificuldade em comprar casa premium Ler Mais O impacto económico faz-se sentir também no adiamento da maternidade, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a dar nota de que a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho foi de 30,7 anos em 2025, mais 0,5 anos do que em 2015.

A REPLAN ressalva que a habitação não atua de forma isolada, mas em conjunto com outras fragilidades do mercado de trabalho e do modelo social , salientando que “o custo da habitação, a insegurança económica, a dificuldade de conciliação entre vida profissional e familiar e a desigual distribuição das responsabilidades de cuidado podem limitar a concretização dos projetos familiares”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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