Fernando Alfaiate, o homem que sempre acreditou no Plano
“Acreditei sempre na concretização do PRR.” A convicção é de Fernando Alfaiate, o líder da estrutura de missão Recuperar Portugal, que tem a seu cargo a gestão da bazuca europeia.
O economista, que teve no pai armazenista de fruta o melhor professor de economia, e cuja vida foi sempre dedicada aos fundos europeus, não pensa noutra coisa que não seja “terminar com sucesso a missão” de executar o Plano de Recuperação e Resiliência.
Alfaiate admite que, de início, não estava muito por dentro do PRR .
“Não tinha tido essa curiosidade, pura e simplesmente”, confessa, porque, “na altura, estava envolvido no Compete”.
Mas esse alheamento acabou no dia em que aceitou a “missão” e passou a ‘respirar’ PRR, à custa do tempo que gostaria de dedicar à família e amigos.
Instado a descrever-se, após alguma hesitação e frisando a dificuldade da tarefa, Alfaiate diz ser “uma pessoa com capacidade de trabalho e com dedicação” ao mesmo, mas “coloca a família acima de tudo”.
“A minha prioridade é a família, os amigos e depois o trabalho.
Seria esta hierarquia”, elenca.
“Mas o trabalho rouba muito tempo às duas primeiras prioridades.
E a sorte que tenho é que as pessoas, quer na família, quer nos amigos, percebem isso.
Se não percebessem, podia haver constrangimentos ou choques, mas há muita compreensão”, admite.
“O meu objetivo é dedicar-me mais à família e aos amigos futuramente”, diz em jeito de nota mental para o futuro.
A mudança, provavelmente, só surgirá depois de 2027, porque até lá “a estrutura de missão ainda tem muito que fazer”.
“Estamos a trabalhar na entrega do décimo pedido de pagamento, agora em setembro, depois vamos ter muito trabalho, até final do ano, de articulação com a Comissão Europeia sobre validações.
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