Acampada de Lisboa contesta "ilegalidade" do protesto
A Acampada de Lisboa contesta a apreciação de "ilegalidade" feita pelas forças de segurança em relação ao protesto contra as condições de vida e a crise de habitação, que tem juntado centenas de pessoas na capital desde sábado.
"O mais importante é dizer que a Acampada não é ilegal, porque a Constituição garante o direito à manifestação e à reunião, no artigo 45.º e, portanto, todas as pessoas têm o direito de se juntar, de se manifestar no espaço público e é isso que está a acontecer aqui", vincou Teresa Mamede, uma das porta-vozes da Acampada de Lisboa, em declarações à Lusa antes da terceira assembleia popular aberta na Praça D. Pedro IV, no Rossio.
Temendo uma intervenção das forças de segurança no local onde está montada uma centena de tendas – até porque a polícia fez hoje declarações afirmando que vai "esgotar ao máximo a via do diálogo" com os promotores dos protestos em Lisboa e Porto, mas avisou que mais dia menos dia, terá de agir sobre a situação –, Teresa Mamede assinala que "não se estão a cortar estradas, isto é uma praça aberta ao público, não há interferência com o trânsito".
Por isso, defende, "não há como restringir ou cortar o direito à manifestação no espaço público".
A Acampada do Porto – que começou no dia 10 – foi alvo de uma intervenção policial que causou perto de 40 feridos na madrugada de quinta-feira, depois de nesse dia se terem manifestado cerca de 3.000 pessoas na Praça D.
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