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Empresas japonesas são alvo de ciberataques com milhões de utilizadores afetados

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Empresas japonesas são alvo de ciberataques com milhões de utilizadores afetados

A cadeia de livrarias de segunda mão Bookoff tornou-se hoje a mais recente empresa do Japão a comunicar um ciberataque, com 6,43 milhões de registos divulgados, juntando-se a uma longa lista de entidades afetadas.

O grupo proprietário da Bookoff afirmou num comunicado ter confirmado "que um terceiro obteve acesso não autorizado a um sistema utilizado por uma das suas subsidiárias para gerir as informações dos seus membros".

A informação foi divulgada fora da empresa, na sequência de um ciberataque que a empresa confirmou na terça-feira, mas que só hoje foi divulgado publicamente, afetando 6,43 milhões de registos com nomes e datas de nascimento de clientes, bem como números de telefone e moradas.

A revelação da Bookoff junta-se a outros casos conhecidos na quinta-feira, incluindo a possível fuga de 8,72 milhões de dados pessoais na sequência de uma infeção por "malware" (programas maliciosos) comunicada pelo operador de salas de karaoke Daiichikosho, bem como um ciberataque que comprometeu as informações de mais de 2,15 milhões de pessoas, comunicado pela cadeia de lojas de conveniência Lawson.

A agência de notícias japonesa Kyodo afirmou hoje, citando funcionários da Agência Nacional de Polícia, que um total de 53 empresas no Japão foram alvo de ataques de "ransomware" --- programas maliciosos que assumem o controlo do sistema e exigem um resgate para devolver o controlo --- perpetrados pelo grupo de cibercriminosos russo Qilin.

Nos últimos dias, inúmeras empresas e uma universidade no Japão foram atingidas por uma série de ciberataques, fugas de informação e ataques de "ransomware", que afetam potencialmente milhões de pessoas no arquipélago.

Estes ciberataques no Japão ocorrem em paralelo com uma série semelhante na vizinha Coreia do Sul, onde várias empresas financeiras e bancos foram afetados. Segundo as autoridades sul-coreanas, estes ataques poderão ter sido realizados com inteligência artificial (IA).

Um relatório da multinacional de cibersegurança CrowdStrike apontou para um atacante de língua chinesa, que utilizou o agente de IA chinês ARTEX.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.

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