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Pedro Duarte: "Quem manda na cidade não são os delinquentes"

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Pedro Duarte: "Quem manda na cidade não são os delinquentes"

O presidente da Câmara Municipal do Porto voltou a falar sobre segurança para defender uma resposta firme do Estado que impeça a evolução da violência para cenários mais graves. “Nós temos que matar este problema à origem . Quando começamos a ter pequenos focos, ou os primeiros focos de instabilidade e de violência, nós temos que rapidamente responder e temos de mostrar que quem manda na cidade não são os delinquentes, quem manda na cidade são as autoridades” , disse este sábado à margem de um evento na Feira do Livro do Porto.

Confrontado pelos jornalistas com a existência de pessoas que, quando vão para bares da baixa portuense, transportam objetos de autodefesa, Pedro Duarte admitiu que esse cenário é “muito preocupante” . “Espero que sejam casos isolados e não seja a regra”. No entanto, destacou a importância de estancar estes distúrbios.

“Tenho sido muito vocal quanto a este problema. Não que nós tenhamos, no Porto, um problema de violência particularmente grave “, referiu. Mas o avolumar de situações, no entender do autarca, pode levar ao surgimento de “organizações quase espontâneas” de cidadãos para defesa própria, por “acharem que não estão a ser protegidos pelas autoridades” ou “pelo Estado”.

“Isto é inaceitável, é inadmissível. E é precisamente esta a minha grande batalha, é tentar sensibilizar as autoridades policiais, judiciais e governamentais, para que todos percebam que nós temos de matar este problema à origem “.

O tema da segurança tem acompanhado a atenção do autarca desde o início do seu mandato. Aliás, a questão foi um dos pontos centrais da sua candidatura ao município. Recentemente, voltou a ganhar destaque à boleia de um episódio de violência ocorrido a 15 de agosto na zona mais movimentada da noite portuense.

Segundo avançou o Jornal de Notícias , essa noite de sexta-feira ficou marcada por dois episódios que resultaram em vários feridos. Primeiro, um grupo espancou seis turistas na zona das Galerias e, mais tarde, já de madrugada, dois seguranças foram atacados com um copo partido num bar da mesma zona.

Desde então, o autarca tem-se desdobrado em comentários de indignação perante episódios que refletem o “falhanço do Estado”. “[Os portuenses] têm o direito de poder viver o espaço público com tranquilidade. É inaceitável e inadmissível que haja grupos organizados – que ainda por cima estão identificados – e que perturbam essa ordem pública e não haja uma resposta das autoridades. Isto é o falhanço do Estado, não pode acontecer”, afirmou o autarca à Lusa.

“Isso acontece hoje em dia com determinado tipo de entidades privadas. (…) Nós vemos que há polícias que são gratificados, são remunerados para estarem numa determinada função, num determinado local. E é essa a dinâmica a que eu me estou a referir agora. É a Câmara Municipal, é uma entidade pública, mas poder também fazer o mesmo que fazem entidades privadas”, argumentou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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