Costa avisa Putin: “Não é momento de escalar e alargar esta agressão a outros”
O presidente do Conselho Europeu avisou hoje a Rússia de que “não é momento de escalar” a guerra na Ucrânia e alargar a “atitude de agressão”, após a Alemanha responsabilizar Moscovo pelo ataque ao aeroporto de Leipzig.
“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia.
Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
Em declarações junto ao primeiro-ministro luxemburguês, Luc Frieden, no âmbito de uma ronda pelas capitais europeias, o antigo chefe de Governo português acrescentou, numa alusão à invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022: “Creio que nunca devemos esquecer que esta guerra já dura mais do que durou a Primeira Guerra Mundial”.
O presidente do Conselho Europeu defendeu que a guerra “não é o caminho para a paz” e que também “o caminho para a paz não é a escalada”, apontando antes para um cessar-fogo e para uma “disponibilidade séria da Rússia para se comprometer a falar com os outros”.
António Costa sublinhou, ainda, que a Rússia deve compreender que “não serão estas ameaças, estes ataques híbridos ou não híbridos” que farão mudar a posição da UE, tanto quanto aos seus “valores fundamentais do direito internacional”, como respeito pela soberania, pela integridade territorial e pela paz, ou quanto ao apoio dado à Ucrânia.
Por isso, garantiu, a UE vai continuar a apoiar a Ucrânia “independentemente das ameaças que a Rússia possa fazer” contra os Estados-membros.
Expressando solidariedade com a Alemanha e os outros países afetados por ameaças semelhantes, António Costa admitiu esperar que seja “algo que continuará a acontecer”.
“Temos sempre de concertar posições sobre a melhor forma de responder a isso”, adiantou.
As declarações de Costa surgiram depois de o governo alemão ter responsabilizado a Rússia pela tentativa de ataque com um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig/Halle, em 04 de agosto, considerando o episódio parte de uma campanha de guerra híbrida.
Berlim anunciou já medidas contra Moscovo, incluindo o encerramento do consulado russo em Bona e do centro cultural russo na capital alemã.
A UE também prepara novas medidas de resposta.
A chefe da diplomacia dos 27, Kaja Kallas, anunciou a convocação do embaixador russo em Bruxelas, enquanto vários Estados-membros fizeram convocatórias semelhantes.
Kallas descreveu como “terrorismo patrocinado por um Estado” o ataque falhado num aeroporto alemão atribuído à Rússia e anunciou ter convocado o representante russo em Bruxelas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.