Comerciantes processam Mamdani para travar supermercados municipais
A ação foi interposta na segunda-feira no Supremo Tribunal estadual em Manhattan, em nome da Multicultural Business Coalition (MBC), uma organização com seis meses de existência que representa 50 câmaras de comércio de diversos grupos étnicos.
Os comerciantes, que possuem pequenas empresas, alegam que Mamdani está a violar a Lei dos Direitos Civis de Nova Iorque e a constituição estadual, que proíbem a discriminação, ao construir estes supermercados.
"Os supermercados municipais negam a igualdade de proteção aos membros da ação coletiva — centenas de comerciantes, muitos deles pequenos empresários — ao impedi-los de oferecer descontos que se afastem significativamente das práticas do comércio globalizado, violando assim as leis de direitos civis de Nova Iorque", refere o documento judicial consultado pela agência EFE.
Na ação judicial, os comerciantes citam a lei dos direitos civis como base para processar as autoridades governamentais locais ou estaduais por danos, caso violem os direitos constitucionais de uma pessoa enquanto atuam no exercício das suas funções.
Defenderam ainda perante o tribunal que as lojas estão a ser estabelecidas sem um estudo de impacto prévio e lembram que a autorização à cadeia retalhista Walmart para abrir na cidade foi negada durante muitos anos porque prejudicaria as pequenas empresas, "a mesma razão" pela qual se opõem aos supermercados, destacou à EFE o presidente do conselho da MBC, Frank García.
O responsável acrescentou que, antes de apresentarem o processo, solicitaram uma reunião com o presidente da Câmara de Nova Iorque, mas não tiveram sucesso.
No entanto, Mamdani reuniu-se com a associação de supermercados, entre outras entidades da comunidade latina, bem como com comerciantes árabes.
Com este processo, os comerciantes procuram abrir um diálogo com o autarca para encontrar uma solução que não os prejudique.
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