Quando passar o calor, como vai ser este ano o inverno?
Estamos num fim de semana com temperaturas a subir. No início do que vai ser uma onda de calor. Com 38ºC de máxima e mais de 20ºC de mínima. A dias da chegada do outono, que começa já na próxima quarta-feira cinco minutos depois da uma da manhã. E as perguntas mais ouvidas são ‘quando é que este calor acaba?’ ou ‘quando é que chega o frio?’ . Pois bem: os vários modelos meteorológicos já lançaram as suas previsões sazonais. Sobre o que teremos até final do ano ou mesmo até ao final do inverno.
Todas as previsões já conhecidas têm um nome que as cruza: o El Niño, que pode ser o mais forte de sempre . Lá para dezembro confirmar-se-á. Mas a influência da grande anomalia do Pacífico só se fará sentir por interpostos fenómenos na meteorologia europeia. E, para o que nos interessa, que tempo fará em Portugal? Depois do inverno do ‘comboio de tempestades’, o que se pode esperar para 2026/2027? É muito difícil dizer, é uma das divergências das previsões, porque Portugal tem uma posição especial no puzzle meteorológico da circulação do Atlântico norte.
Há um factor essencial que torna sempre Portugal uma das grandes incógnitas. Chama-se storm track e define o caminho preferencial por onde vão passar em cada ano as depressões . Só que esta estrada, que no ano passado esteve quase sempre aberta na direção de Portugal, depende muito de quem a constrói: a circulação Atlântica, o jet stream , o vórtex polar, a NOA (Oscilação do Atlântico Norte — North Atlantic Oscillation) mais a EA (padrão do Atlântico Este — East Atlantic Pattern). E como para toda esta conjugação, aí sim, o El Niño conta, as previsões não são fáceis: bastam pequenas descidas do jato polar ou do anticiclone dos Açores, para se repetir o inverno passado. Mas há já alguns dados sobre os quais todas as previsões convergem. A Europa deve ter um inverno ameno nas temperaturas, com muito pouca neve, mas chuvoso.
Antes de olhar em concreto para Portugal é preciso explicar o que são estas previsões sazonais. Começaram agora a ser publicadas por vários institutos e especialistas em meteorologia, apontam para as probabilidades a três ou seis meses e não são a mesma coisa que a previsão do tempo. Não dizem se vai chover ou fazer sol no dia X do mês Y . Isso só é possível fazer com grande grau de certeza a três ou quatro dias e ainda com alguma confiança a nove ou dez dias. Nas sazonais estamos apenas perante modelos matemáticos que criam probabilidades face aos padrões.
O ECMWF (Modelo numérico de previsão do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a médio prazo) trabalha com ensembles . São dezenas de simulações que partem de condições iniciais ligeiramente diferentes para depois procurar alterações nas probabilidades de determinados padrões atmosféricos nos meses em análise. O próprio IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explica que o grau de confiança da previsão sazonal diminui à medida que o horizonte temporal aumenta. Daí que seja impossível dizer se vai chover no dia de Carnaval ou se estará a nevar na Serra da Estrela no início de fevereiro.
Mas há dados que já é possível antecipar . Ou melhor, sinais atmosféricos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.