2h. Porto. Centenas exigem reversão da lei do arrendamento
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Duas horas. As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos pelo Porto. O protesto pela habitação continua a esta hora, mas mais pacífico, com um cordão humano constituído por cerca de 200 manifestantes que protege as tendas. Depois da retirada pela Polícia Municipal dessas tendas, os manifestantes voltaram a montá-las. A manifestação ocupa a Praça D. João I, no Porto, desde sábado. Os manifestantes exigem a reversão da lei do arrendamento, o fim do despejo das pessoas sem habitação alternativa e da aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento da habitação pública e tetos às rendas da Invicta. Na manhã de segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam montadas naquela praça. Hoje, depois de uma manifestação com várias centenas de pessoas, o movimento que organizou o protesto decidiu voltar a desafiar a polícia. Miguel Pinheiro Correia.
Jornalista Miguel Pinheiro Correia, que está no Porto a acompanhar estes protestos contra os preços da habitação. A polícia continua a esta hora a monitorizar a situação. Olhamos para a privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas apela ao PS para que seja alcançado um consenso em torno da privatização total da companhia aérea. Miguel Pinto Luz avisa que quem bloquear o processo estará a desperdiçar uma oportunidade para o país e para os portugueses. Do lado do governo, promete humildade. Não é este o som que queríamos ouvir. Agora Miguel Pinto Luz promete humildade por parte do governo.
Nós temos que encontrar esse consenso. Temos que apelar ao Partido Socialista, temos que apelar a maiorias na Assembleia da República que permitam isso com humildade. Este governo não é um governo maioritário, é um governo de maioria, mas relativa. E, portanto, nós precisamos desses consensos. Como conseguimos construir o consenso para os 49,9? Mas agora temos tangível em cima da mesa uma proposta. Uma proposta de sermos o segundo maior acionista do quarto maior operador do mundo e devolver aos portugueses R$ 3,2 bilhões. Repare, um partido político que se coloque fora desta possibilidade, está a perder a oportunidade de poder devolver aos portugueses os R$ 3,2 bilhões, ser acionista do grupo maior e de fazer da TAP, de facto, uma grande companhia.
Miguel Pinto Luz assegura que a AD, incluindo o CDS, está absolutamente unida em torno da privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas rejeita qualquer carga ideológica neste processo e defende que a companhia aérea será melhor gerida por privados.
O drama da urgência da privatização da TAP prende-se com a incapacidade do Estado poder injetar, enquanto acionista, capital na empresa. E, portanto, ela tem que ser privada. Essa é a dimensão que eu quero alertar os portugueses. Nós não temos qualquer tipo de deriva ideológica e obrigatoriedade ideológica que temos que privatizar a TAP. A TAP é melhor gerida por privados, sim, nós acreditamos convictamente que sim.
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