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Economia

Americana Ford mira setor da Defesa e quer vender veículos militares à NATO

ECO ·
Americana Ford mira setor da Defesa e quer vender veículos militares à NATO

A gigante do setor automóvel Ford está a tentar regressar ao negócio da defesa na Europa , quase quatro décadas depois de ter deixado o setor, e quer aproveitar a corrida para substituir os veículos ligeiros do Exército britânico para expandir as vendas da sua carrinha Ranger a outros países da NATO.

“Vemos uma oportunidade de venda maior quando pensamos na NATO de forma mais abrangente, visando tornar a frota interoperável.

Trabalharemos com os nossos aliados da NATO para atender às suas necessidades, como como os nossos parceiros, no fornecimento de veículos projetados especificamente para esse fim”, afirmou o chefe da Ford na Europa, Jim Baumbick, ao Financial Times .

Ford em negociações para fornecer setor da Defesa na Europa Ler Mais A fabricante norte-americana entrou na corrida pelo programa Light Mobility Vehicle (LMV, Veículo Tático Ligeiro em português) do Ministério da Defesa britânico, um contrato avaliado em cerca de 2 mil milhões de libras (aproximadamente 2,3 mil milhões de euros) , destinado a substituir as atuais frotas dos veículos Land Rover e Pinzgauer.

Para este concurso, a Ford associou-se à americana General Dynamics Land Systems e ao grupo britânico de engenharia Ricardo.

A General Dynamics será a responsável por liderar o consórcio no concurso.

Contudo, a ambição da empresa vai além do contrato britânico.

O presidente da Ford na Europa disse ao jornal britânico que existe “uma grande oportunidade” para a NATO desenvolver veículos militares com componentes partilhados entre aliados.

A estratégia passa por utilizar uma base comum para diferentes versões de veículos militares, permitindo aos países aliados partilhar componentes e simplificar a logística, manutenção e resposta a situações de crise.

Renault e Mercedes investem no setor de defesa europeu Ler Mais A Ford pretende aproveitar a escala da Ranger , a carrinha mais vendida na Europa há mais de uma década, para responder rapidamente a um eventual aumento da procura por veículos militares .

A empresa considera que esta área pode gerar receitas adicionais, sobretudo para a sua divisão de veículos comerciais.

O grupo quer ainda levar para o Reino Unido a sua rede de assistência pós-venda e as cadeias de fornecimento associadas.

O motor do novo veículo deverá ser produzido na fábrica de Dagenham, que durante a Segunda Guerra Mundial fabricou motores e veículos militares para as forças britânicas e outros Aliados.

O regresso da Ford ao setor ocorre depois de a fabricante ter praticamente abandonado esta atividade após a venda da sua subsidiária aeroespacial, em 1990.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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