Encontros da Imagem em Braga, Guimarães, Porto e Avintes
A 36.ª edição dos Encontros da Imagem decorre a partir desta sexta-feira, até 1 de novembro, com mais de 30 exposições de fotografia em Braga, Guimarães, Porto, Vila Verde e Avintes.
Cooper & Gorfer, César Dezfuli, Ciril Jazbec, Tânia Dinis e Eurico Lino do Vale são alguns dos nomes que compõem o programa daquele que é o mais antigo festival de fotografia de Portugal e um dos mais antigos da Europa.
O tema da edição deste ano é Territórios do Imaginário – Lugares Encantados .
Em Braga, as exposições são acolhidas em cerca de 20 espaços, entre os quais o Museu Nogueira da Silva, o Mosteiro de Tibães, o Museu da Imagem, o Theatro Circo, a Galeria da Estação, o Fórum Arte Braga e a zet Galeria de Arte.
O festival passará ainda por outros pontos da região norte, como Mira Forum e Leica Gallery (Porto), B-Lounge da Universidade do Minho (Guimarães), Convívio (Guimarães), Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela (Vila Verde) e iNstantes (Avintes).
A visita às exposições é de acesso livre, com exceção do Mosteiro de Tibães, do Museu Pio XII e da Sociedade Martins Sarmento.
“O tema de 2026, ‘Territórios do Imaginário – Lugares Encantados’, convida a refletir sobre o mundo emergente que encara os mundos humanos e não humanos como um universo comum. É um exercício de imaginação”, segundo a organização.
A responsável pela curadoria deste tema, Wiktoria Michalkiewicz, selecionou 15 artistas cujos trabalhos estão patentes em diferentes espaços bracarenses.
Os projetos atravessam diferentes histórias, geografias e modos de relação entre espécies e o mundo, como, desde logo, a crise migratória no Mediterrâneo, em “Passengers”, de César Dezfuli (Galeria da Estação).
O trauma de guerra na Ucrânia é revelado em Mother Tongue, pela fotógrafa Katia Motylova-Babinska (Palácio do Raio).
Há ainda a sinergia entre cientistas e a comunidade local na adaptação e combate à crise climática nos Andes, em “Dream to heal Glaciers”, de Ciril Jazbec (Mosteiro de Tibães), e os retratos empoderados de mulheres refugiadas na Suécia, da dupla Cooper & Goofer, com “Utopia” (Museu Nogueira da Silva).
“As obras refletem criticamente sobre os mundos que nos moldaram: as identidades locais e nacionais, como forma de incentivo e estímulo para a ampliação da nossa sensibilidade para com ‘o outro'”, sublinhou a curadora.
Este ano, o festival recebeu mais de 600 candidaturas, oriundas de dezenas de países, para os três prémios a concurso, tendo sido selecionados três artistas.
Os finalistas do prémio Encontros da Imagem Award 2026 – Lena Ruzhytska, Emilia Martin e Roger Grasas – têm os seus projetos expostos durante esta edição, com curadoria de Alexia Alexandropoulou.
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