Habitação? Governo avisa que "não vai ceder aos gritos que vêm da rua"
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, afirmou hoje que o problema da habitação "não se resolve com bandeiras da Palestina", nem com tumultos e avisou que o Governo "não vai ceder aos gritos que vêm da rua".
As declarações foram feitas durante uma interpelação ao Governo agendada pelo PCP sobre a subida do custo de vida, na qual o deputado do CDS-PP Paulo Núncio trouxe ao debate a intervenção policial no protesto pela habitação no Porto, na madrugada desta quinta-feira.
O líder da bancada centrista apelou ao executivo, à Câmara do Porto e às forças de segurança que tenham "determinação e coragem" para "pôr na ordem" o que caracterizou como uma "minoria de arruaceiros que ocupou ilegalmente o espaço público, enchendo a Praça D.
João I de tendas, graffiti e de toda a espécie de lixeira".
Na réplica, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, afirmou que o Governo defende o direito à manifestação, mas que todos os direitos devem obedecer a regras.
"Encaramos o problema da habitação como um problema muito sério, [...] mas que se desenganem todos aqueles que julgam que as soluções para esse tipo de problemas nascem do tumulto, da turbulência e da desorganização, da falta de ordem pública", atirou.
Ao longo do debate, em resposta às críticas da esquerda, o ministro acusou ainda o líder do BE, José Manuel Pureza, de ter apelado à insurreição e deixou um aviso: "O Governo não vai ceder aos gritos que vêm da rua".
"Este Governo resolve problemas com políticas públicas, com soluções sérias, com soluções construídas (...).
Nós resolvemos os problemas com os ingredientes da realidade e tentando sempre e conseguindo resolvê-los dentro do espírito, repito, da moderação, do humanismo e da defesa do Estado de Direito", acrescentou.
Abreu Amorim defendeu que este problema "resolver-se-á com políticas públicas sérias, calibradas e que é isso que o Governo está a fazer", acrescentando que a crise na habitação "não se resolve com bandeiras da Palestina, que não têm o condão de construir casas".
"O problema da habitação não se resolve com 'slogans', não se resolve com a alteração da ordem pública e por isso este Governo estará sempre na primeira linha da defesa da ordem pública, da segurança e da tranquilidade dos cidadãos", afirmou ainda.
IGAI abre processo à intervenção policial na manifestação do Porto A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo para apurar intervenção policial na manifestação pelo direito à habitação na cidade do Porto, que provocou mais de 30 feridos, entre os quais dois graves.
Natacha Nunes Costa | 10:47 - 16/10/2026
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.