SIGA exige consulta transparente para reformar FIFA
A organização não governamental Sport Integrity Global Alliance (SIGA) exigiu esta quinta-feira que a consulta às 211 federações-membro, proposta pelo presidente Gianni Infantino para reformar a governança da FIFA, seja independente e transparente “desde o início”.
Na segunda-feira, o recandidato à liderança do organismo regulador do futebol mundial propôs ao Conselho da FIFA “ uma consulta direta , estruturada e com prazo determinado com as confederações, federações-membro e partes interessadas relevantes”.
Num comunicado, a SIGA defendeu que o Conselho da FIFA deve “iniciar a reforma através de uma resolução pública” e garantir que o financiamento do processo “não comprometa — nem aparente comprometer — a sua independência”.
Os responsáveis pela consulta “devem ser selecionados através de um procedimento genuinamente independente , estar isentos de conflitos de interesses (reais ou aparentes) e possuir plena autoridade para chegar às suas próprias conclusões e recomendações”, acrescentou a organização.
A FIFA deve publicar “o mandato da reforma, os termos de referência, a metodologia, o calendário, os acordos de financiamento”, recomendou a SIGA, cujo diretor-executivo é o português Emanuel Macedo de Medeiros.
O relatório final e as recomendações devem ser publicados na íntegra , sujeitos apenas a restrições legais e de confidencialidade “estritamente definidas e claramente explicadas”, sublinhou a organização.
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A proposta de Infantino surgiu depois de o presidente da FIFA ter sido obrigado a abortar um plano para vender parte dos direitos comerciais do Mundial a entidades privadas.
O plano previa a criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária destinada a gerir os ativos comerciais e eventos da FIFA, incluindo o Campeonato do Mundo, com a venda de 20% do capital a investidores privados.
A proposta da FIFA Forward Enterprise “ deve ser analisada como um caso de estudo relevante de governação, sem transformar a reforma numa investigação forense ou julgar antecipadamente responsabilidades individuais”, disse a organização.
A reforma deve examinar “como as principais decisões estratégicas são iniciadas, avaliadas, aprovadas e supervisionadas”, assim como os papéis dos principais dirigentes e órgãos da FIFA e “a adequação dos mecanismos de pesos e contrapesos, consulta, transparência e prestação de contas”.
“O teste não é se a FIFA anuncia uma revisão.
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