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Passo a passo. Como morreu o jovem português na Albânia

Observador ·
Passo a passo. Como morreu o jovem português na Albânia

Quando a polícia chegou de manhã, o corpo de Luís Mendes estava sobre uma espreguiçadeira na praia de Kumil, na zona turística de Ksamil, Albânia, junto ao bar Paradise. O jovem português de 20 anos foi morto durante a madrugada do dia 18 de agosto depois de ter defendido uma mulher que estaria a ser assediada, conta a imprensa local. Foi espancado por várias pessoas dentro de um bar e ferido mortalmente com uma faca na praia ao lado.

Ao Observador, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) garante estar a “acompanhar a situação” em permanente contacto com a embaixada em Roma e o consulado honorário em Tirana. O Governo enviou as “mais sentidas condolências à família” e manifestou total disponibilidade para prestar o apoio logístico necessário, escusando-se, contudo, a revelar outros pormenores.

Integrado num grupo de franceses, Luís estaria a fazer turismo num destino que, nos últimos anos, muito tem atraído os viajantes portugueses. Ksamil fica junto ao Estreito de Corfu, entre as águas azul-claras dos mares Jónico e Adriático, e na costa sul da Albânia. Entretanto, a polícia local já deteve 11 pessoas e prossegue as buscas por outros dois suspeitos em fuga. Estão indiciados por crimes de “homicídio qualificado em coautoria”, “omissão de denúncia” e “omissão de medidas para pôr fim a um estado de ilegalidade”. O principal suspeito, um cidadão albanês com cadastro no Reino Unido, foi intercetado quando tentava escapar escondido na bagageira de um carro conduzido por uma mulher turca e ocupado por outro passageiro da mesma nacionalidade. O momento da captura de Sokrat Vata, a cerca de 150 quilómetros da praia onde Luís foi morto, ficou registado em vídeo. Sem camisa e com os calções manchados de sangue, pretendia chegar a Tirana, a capital no centro do país, segundo as autoridades.

Há, pelo menos, três momentos que culminaram na manhã em que o principal suspeito é descoberto na mala de um Ford preto: uma discussão inicial no bar do resort Principotes, a escalada de violência no areal contíguo, e o momento em que as autoridades encontram Luís sem vida sobre uma espreguiçadeira. E tudo começa com um conflito.

“As luzes apagam-se, a noite começa”. É este o mote do programa noturno do bar La Guerre do resort Principotes em Ksamil, uma das zonas turísticas mais concorridas do sul albanês. As noites de segunda-feira, segundo o site do bar La Guerre, são exclusivas aos hóspedes do resort . Cerca das 5h da madrugada (4h em Lisboa) de terça-feira, a festa prosseguia frente ao mar, no areal salpicado pelos chapéus de sol da Algida, o nome comercial da marca de gelados Olá na Albânia. Dentro do bar, deflagra “a briga” que acabaria com a morte de Luís.

Segundo a Vox News , o confronto começa entre dois cidadãos franceses. “A briga começou por causa do assédio a uma rapariga. Várias pessoas envolveram-se no conflito. Luís interveio para acalmar os ânimos”, relataram mais tarde amigos da vítima, de acordo com o mesmo portal.

Sokrat Vata, segurança do espaço e o principal suspeito do homicídio, intervém assim que a tensão começa a escalar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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