Empresa da família Azevedo põe a ‘rolar’ investimento de 90 milhões na reciclagem de pneus
Apresentado como o primeiro projeto de economia circular no setor dos pneus em Portugal assente numa tecnologia proprietária, a unidade de reciclagem da BB&G em Ourém , que no último ano foi alvo de um investimento de cerca de um milhão de euros destinado à “implementação de melhorias”, já arrancou a operação com mais de uma dezena de funcionários após concluídos os processos de licenciamento industrial e ambiental.
Com capacidade para recuperar cerca de 1.500 toneladas por ano de granulado proveniente de pneus usados, o equivalente a 120 mil pneus em fim de vida, esta instalação piloto da empresa detida pela Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), pela BDI – BioEnergy International e pela Rieckermann conta com um acordo de colaboração com duas gigantes do setor: Bridgestone e Versalis (subsidiária da petrolífera italiana Eni).
A dimensão [do polo] de Santarém será de escala industrial e incluirá uma unidade de ‘milling & pelletizing’.
Fonte oficial da BB&G Em paralelo, a escassos 50 quilómetros de distância, no concelho de Santarém, a empresa controlada pela holding da família de Belmiro de Azevedo (Efanor) está a desenvolver uma outra unidade industrial e que já obteve inclusive o estatuto de PIN – Potencial Interesse Nacional.
Na freguesia de Tremês, segundo contabilizou ao ECO, está a investir “aproximadamente 90 milhões de euros” e criará mais de 50 empregos diretos, além de “entre 50 e 100 postos de trabalho indiretos”.
“ Na sua totalidade, o projeto será para concretizar e entrar em operação em 2029 . (…) A dimensão do polo de Santarém será de escala industrial e incluirá uma unidade de ‘milling & pelletizing’.
Estima-se que, em velocidade cruzeiro, atingirá uma capacidade instalada de aproximadamente 30 mil toneladas anuais de granulado processado” , sublinha fonte oficial da empresa liderada pelo ex-CEO da Secil Miguel Sousa Martins .
Manuel de Sousa Martins, CEO da BB&G BB&G Patenteada a tecnologia que permite que o granulado proveniente de pneus em fim de vida seja convertido em matérias-primas secundárias — óleo de pirólise de pneus (TPO) e negro de fumo recuperado (rCB) — passíveis de serem reintroduzidas no fabrico de novos pneus, a BB&G assume, ainda sem fornecer detalhes, que, além destas unidades na região Centro, pretende “continuar o processo de expansão para outras geografias , dadas as metas de descarbonização e a procura crescente por matérias-primas secundárias certificadas”.
Sobre a unidade de estreia de Ourém, Miguel Gil Mata, CEO da Prismore Capital, destaca que “abre uma alternativa para a gestão de pneus em fim de vida, permitindo criar uma economia circular com benefícios ambientais e sociais significativos”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.