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Um pódio (ainda mais) histórico: Pimenta campeão mundial

Observador ·
Um pódio (ainda mais) histórico: Pimenta campeão mundial

Na antecâmara dos Mundiais, quando dividia os treinos entre o ginásio e o lago de Malta, a pista artificial em Poznan que recebe a competição em 2026, Fernando Pimenta publicou nas suas redes sociais uma imagem que não demorou a tornar-se viral. Não, não é normal ter aquele “cabedal” aos 37 anos, num físico que se foi adaptando também ao passar do tempo sem perder o estatuto de impecavelmente fit . E obriga a sacrifícios, muitos sacrifícios, sempre com a boa disposição a ajudar. “O corpo está preparado, a cabeça também! Horas e horas de dedicação, de trabalho duro e muita resiliência. Trabalho feito. Gosto do resultado no físico, gosto mesmo disto. Sem corantes nem conservantes”, brincou o canoísta de 37 anos, que há mais de duas décadas que anda entre grandes competições num currículo que não tem paralelo no desporto nacional.

Tudo preparado, faltava o resto – e sim, mesmo estando a competir 16 anos depois da primeira medalha de sempre em Mundiais, nesse caso com uma prata no K2 500 com Emanuel Silva (com quem viria a fazer o seu primeiro pódio olímpico nos Jogos de 2012, em Londres), havia um objetivo histórico ao alcance nesta edição de Poznan como era a possibilidade de superar o mítico norueguês Knut Holmann no número de medalhas alcançado no K1 1.000 em Mundiais (nove, entre 1990 e 1998). Com três ouros, três pratas e três bronzes, o décimo pódio seria outro marco sem paralelo na canoagem… mas a competição também era maior.

Depois de uma qualificação tranquila, vencendo a sexta e última eliminatória com uma vantagem larga sobre o italiano Andrea Schera e o norueguês Amund Vold, Pimenta foi para a terceira e última meia-final com o grande adversário dos últimos anos, o húngaro Balint Kopasz, medalha de ouro em Tóquio e de bronze em Paris. “É o que vier, que vier à rede é peixe. Já estou habituado a calhar sempre nas semifinais da morte, por isso venha de lá essa da morte e assim se calhar já alguém fica arrumado – espero que não seja eu. Agora é descansar e desfrutar. Vou analisar todos os meus adversários, o que fazem a cada 250 metros”, comentara na antecâmara dessa prova que se iria realizar esta sexta-feira, antes da final A do K4 500.

Foi quase um sinal de motivação que passou para a tripulação com Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, que não conseguiu revalidar o título de 2025 mas vingou a frustração de falhar o pódio no último Europeu com uma medalha de bronze nos Mundiais de 2026: Pimenta soube gerir da melhor forma os tempos da terceira meia-final, percebeu que nem o dinamarquês Thorbjorn Rask iria conseguir intrometer-se entre os dois grandes rivais e bateu o húngaro por 28 centésimos, num pormenor não só importante para reforçar a confiança mas para colocá-lo numa pista melhor na final.

“Eu gosto de os ver a arder, picados. É bom sinal. Significa que [no sábado] vão dar o seu melhor, é o que desejo. Quero que os meus adversários na final estejam todos a 100%. E que eu também consiga estar a 101% ou a 110%, a dar o meu máximo. Depois logo se verá quem são os melhores”, comentou em declarações à Lusa. “Se fizesse uma medalha de ouro, não ficava nada triste.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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